terça-feira, 6 de setembro de 2011

vivendo e morrendo



Quando pensei nesse poema
Ele já tinha nome definido
Quando pensei, seria triste
Seria de morte, eu tinha morrido

Então, aquele clima fúnebre
Aquela clima tenso e de dor
Onde lagrimas eram fúteis
E ninguém chorava por amor

Cansei do que a vida me oferecia
Cansei do que a morte me causava
Pensei no que o mundo me deu
Nos amigos, irmãos, o amigo que morreu

Então, falar de morte, tem hora pra isso
Dizem que odeiam o poema fúnebre
Mas choram com a emoção da poesia
Que poeta falso seria eu, so falando de alegria

Quantas noites eu imaginei minha morte
Quantos dias eu sonhei em ti ver chorando
Alguém dizendo o quanto me amava
E ainda, minha canção favorita, tocando

Quantas tardes em que sozinho eu pedi perdão
Por desejar a morte por motivos fúteis e banais
Não pensei nos amigos, os familiares, em todos
Não pensei, no real sofrimento dos meus pais

Então, esse poema que fala de vida, perdeu o sentido
Quando o poema triste vem falando de morte ele é verdadeiro
Quando a canção faz chorar e arrepia até a alma
É porque o poeta faz de coração e o poema triste te acalma

Morte e vida, confusão no que me faz sorrir
A morte me faz sorrir ao pensar no que já vivi
A vida me faz sorrir pelo que ainda posso viver
Poema triste sem sentido,  basta sorrir, basta morrer

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