domingo, 28 de agosto de 2011

Capitulo II





 “Não posso afirmar se era desse mundo, impossível saber se incrível ser existia realmente, como um vulto que passeava pelas sombras, ele nos atacava a todo instante, não ouvi tiro algum, mas esse silêncio era aterrorizante, no silencio da noite ele matava a todos, é assim que deve agir a morte, eficaz e silenciosa”.


A casa do coronel Vieira ficava num dos muitos bairros da região nobre do Rio de Janeiro, uma grande casa, mas que, nas palavras de Vieira, não tinha nenhuma graça sem a presença da menina Fabiana.

Urso aloja-se num dos quartos da casa, naquela mesma noite sai com Vieira até a base principal das operações da agencia que o coronel comandava, agencia da qual urso fez parte um dia, e lá, numa sala repleta de armas, Urso escolhe suas armas...

Uma sala ampla, todas as paredes cobertas por armas, das mais variadas possíveis, de pronto, Urso apanha uma pistola 9 mm, com um silenciador embutido, dois pentes a mais, dando assim uma capacidade maior a arma, ele pega também um revolver calibre 38, daquele a forma antiga, com tambor, como dizia Urso, essas armas antigas são uma segurança a mais, porque dificilmente falham.
Depois de alguma procura ele encontra um rifle ultimo modelo, não saberei informar o calibre, mas o importante é que tal rifle era munido de uma mira telescópica, que possibilitaria a Urso, dar um tiro de longa distancia sem ter a menor chance de erro, já que possivelmente, a vida da jovem depende-se da exatidão dos tiros do Urso.


O traje que tanto Urso havia usado nas suas missões estava lá guardado, com todo carinho que se guarda as roupas de um filho.
Ele põe a roupa na mala, e sorri ao ver sua velha cinta, verifica se lá estavam as adagas, lá estavam, a muito esquecidas, mas logo voltariam a beber o sangue inimigo, e salvar seu fiel amigo Urso.
Naquela hora Coronel Vieira chama a atenção do amigo para um computador que ele observava atentamente, ele fica alguns minutos de olho ao mapa que ilustrava a tela, alguns pontos em vermelho chamavam sua atenção em especial.

- De quando são essas informações?
- Fizemos um rastreamento no mesmo dia que ela foi seqüestrada, a segunda foi pela mensagem que me foi enviada.
- Mais ou menos 3 dias, não é muito tempo, acho que estão para entrar em contato conosco, vamos a sua casa, preciso ou estar perto quando eles ligarem, ou ao menos que essa conversa seja gravada.
- Já providenciei isso urso, será feito.
- E você colocou mais alguns homens na rua tentando descobrir algo?
- Não, tive medo de cometerem algum erro, e nesses casos não há espaços para erro.
- concordo, esperarei eles ligarem, provavelmente essa mensagem tenha sido mandada de algum telefone roubado, isso dificulta...
- Rastreei a mensagem Urso, foi mandada pela Internet...
- maldita tecnologia, todos tem acesso, e ela fica ai, pronta pra ser usada pelos bandidos.
- vamos a minha casa, precisa descansar urso...
- o farei Vieira, assim que esse caso for resolvido.

Vieira sorri ao ver a convicção do seu velho amigo.


A noite já havia caído a muito, urso estava como sempre, ligado, sentado na sala ao lado do telefone, com ele o amigo Vieira, sem falarem, apenas olhavam ao vazio, a espera é angustiante.
Urso se levanta, vai dar uma volta pela casa, num dos corredores ele começa a olhar as fotos, em todas, a pequena Juliana, a mesma menina que ele via sempre que visitava a casa, não era mais uma menina, nas fotos mais recentes, Urso pode ver ali uma bela mulher com cabelos longos e negros, assim como seus olhos, de um negro que assustava. Urso fica ali olhando o rosto da bela jovem, imaginando o medo que ela estava passando naquele momento, e sentia nojo de sua própria raça, enojava-se com homens capazes de maltratar e ate mesmo matar mulheres inocentes, isso era a ele um combustível, urso mataria para salvar, mataria.
Urso estava vidrado a foto quando seu subconsciente algo o desperta do transe ao mesmo tempo em que ao fundo ele ouve o vibrar de um telefone tocando.
Mais que rápido ele volta sala, Vieira coloca no viva-voz e fala:

- Alo...
- Vieira?
- sim, sou eu, quem é você?
- não importa quem sou, mas o que eu desejo que importa...
- quero minha filha, quero falar com ela...
- depois, no momento vamos aos negócios...
- o que quer?
- diga o senhor, coronel do exercito Brasileiro...
- armas...
- sei que sua agencia fará a segurança daquele crente famoso que vira ao Brasil final do mês.
- como sabe?
- Pouco importa isso...
- Então o que quer?
- vamos matar aquele homem, e você facilitara isso.
- está louco homem, se aquele religioso morrer, será uma catástrofe ao Brasil.
- é essa a idéia – diz o homem ao mesmo tempo em que ri alto – é a vida dele pela da sua FILHA, ou ela ou ele, você escolhe Senhor Coronel...
- Está bem, o que eu faço?
- no momento creio que nada, quando saberá o itinerário dele no país?
- depois de amanhã...
- Perfeito, volto a ligar.
- deixe-me falar com minha filha, nem sei se ela esta viva...

Fica um silencio cortante, segundos depois se ouve uma voz de mulher no outro lado da linha:

- Papai. Tire-me daqui, não agüento mais pai... Não deixe que me matem...

Antes mesmo que o coronel pudesse falar algo a comunicação é interrompida, Vieira desaba a chorar sendo amparado pelos braços do amigo.
Urso então pega a gravação feita, leva consigo ao seu quarto, passaria a noite estudando, tentando descobrir algo, ao mesmo tempo peritos estudam a linha telefônica.

Depois de ouvir inúmeras vezes a gravação se atenta ao fundo, barulhos de carros, mas o que mais chama a atenção é o barulho do mar, ondas que batiam ao fundo dando a impressão da casa estar próximo a praia. Anotando isso ele começa a ouvir e passar tudo novamente, e fica naquele exercício a noite toda, não tendo outras descobertas.
Quando o sol começa a nascer ele já está de pé, tomando um pouco de café ele sai logo em seguida, ouviria os sons da cidade a fim de abrir a mente.

Coronel Vieira também havia passado a noite em claro, na sala de sua casa ele olhando o vazio mal ouve o som do celular que toca algumas vezes antes dele atender.




quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Amigo? sentimentos


Dizem que quem tem amigo tem tudo
Na certa, eis ai certeza na fala do poeta
Amigo é aquele que te julga e te apóia
Amigo, aquele que sem dizer nada, te completa

Então, definir amizade num ano, sei la, uma semana
Dizer que fulano é seu amigo, diz belas palavras
Faz-te sorrir, da sua atenção e consideração
Sorri ao ti ver, será sempre, sua inspiração

Ai você é cativado, amizade fazem valer seu dia
Aquele velho amigo de uma infância perdida
O sorriso estampado no rosto do menino
Todo amigo, é aquele q exala alegria

Então, amigo é aquele que calado é presente
Que senta do seu lado, e faz cara de entendimento
Fica so ali observando suas reações e lagrimas
Que nem ti ouve, mas já sabe do seu sofrimento

E quando nos dedicamos, amizade ganha nossa admiração
E o amigo, vai e não volta, some em abandono da poesia
Aquilo que cativou em mim, depois de um longo tempo
Se perde em decepção, perde-se tudo, em um dia

Um dia o amigo vai, mas não abandona, o verdadeiro
Um dia o amigo vai, e não da mais sinal, o falso amigo
Um dia, faz falta os bons tempos de amizade e alegria
Mas esquecemos, os falsos, o chamado amigo fantasia

Amigo, o que fica, mesmo quando o mundo abandona
Amigo, aquele que está do seu lado, mesmo na tempestade
Amigo, dos intermináveis papos até altas madrugadas,
Aquele q se afasta por um segundo e o peito já reclama de saudades

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

vou caminhar,


Meu corpo dói como jamais doeu
Entendo que a dor é a face mortal
Que faz o sonho se esvair pelo sorriso
E entendemos que a vida, morte natural

Então, você que se denomina sofredor
Entende que sua dor justifica a do seu irmão
Faz com que ninguém mais seja feliz, sua intenção
Sofre e faz sofrer, se tornando, colecionador de ilusão

Então, fui a rua e quis mostrar os meus pensamentos
Na verdade eu quis impor o que poderia dar ao mundo
Cansado de esperar as respostas de bandeja
Quis escrever, reviravolta, deixar de ser vagabundo

Fui pra cima, na verdade, não quis nem saber suas vontades
Queria impor as minhas idéias, esqueci da sua liberdade
Quis impor meus pensamentos, esqueci da sua alma
Quis dizer o que pensar, mais um louco pela cidade

Não mais de fuzil na mão, hoje o bandido usa a palavra
Largaram as armas, depuseram o medo e o ódio
Se municiam de conhecimento e tecnologia
Matam, fazem morte, do que foi conhecimento um dia

E o que é você diante disso tudo irmão
Pode se envolver, pega a caneta, faz canção
Pega tinta, pinta a cara, faz revolução
Ou se ajoelha, vai amigo, faz uma oração


Vou caminhas, de revolver na mão, cantando
Pedindo ordem, paz ao mundo que nos abriga
Ou vamos nos unir, pedir pelos filhos seus
Todos unidos, orando e pedindo a Deus

E ai sim, seremos a mudança, quando mudarmos
Então, assim quando, a mudança que deseja
Vir de ti, como uma forma de mudar o mundo
Você será a mudança, sorria, não mais vagabundo

domingo, 14 de agosto de 2011

La em casa


Onde eu moro,a casa é grande, tem calor
O quintal é espaçoso, me sinto livre
Meus amigos vêem me visitar, por favor
Lá onde eu moro, todo mundo me tem amor

La na minha casa a oração é em gloria a Deus
Onde o perigo chega, ninguém chora, clama
Onde a dor, a angustia não amedronta, chora
Onde um sofre, todos se unem, o homem ora

Então, a minha casa é a morada de um homem,
Temente e que chora quando ganha a alegria
Sorria quando sente que vive em harmonia
Que por mais que sofria, mesmo assim, sorria

Todo homem que clama com amor no peito
Recebe de Deus a gloria de ouvir sua palavra
O dom, de quem ouve, pra pregar aos seus
Que tem o dom, pra falar pela boca,a voz de Deus

Quanto mais tentam abalar, minha fé
Quanto mais denigrem minha vontade
Dou glorias e sorrio, Deus que me guia
Pois dele que vivo, dias de gloria, de alegria

Abalem minha fé, vai irmão, ataca que ora por ti
Destrua aquele que mais ora em seu nome
Aquele que você considera mais um inimigo
Mas que ora por ti, e por ti a fé consome

Então, vem comigo, se junte nessa oração
Onde a casa é pra orar, com os amigos seus
Essa casa, você tem passa livre, casa edificada
No amor, na paz, na gloria, a casa de Deus

sábado, 13 de agosto de 2011

Voce sabe amar?


Hoje eu entendi o que é amar
Quem sabe os erros que cometi
Até chegar nesse ponto de minha vida
Olhar o lindo rosto de menina e sonhar

Quantas mulheres passaram em minha vida
Quantas foram as que eu disse ti amei
Quantas se fizeram presentes e partiram
Quantas foram embora e eu chorei

Lembro bem do primeiro amor
Namoradinha de escola, boas lembranças
Passei de ano e mudei, você ficou, lembra
O amor era perfeito, sim, pois éramos duas crianças

Dali em diante foram tantos amores
Que nem amores realmente foram pra mim
Pois na maioria passavam como chuva de verão
Depois sumiam, como um estalar de dedos, assim

Teve aquelas das promessas, juras de uma vida a dois
Que diziam que me amavam, choravam, sofriam
Mas que em determinado momento de vida, partiram
Deixei de ser prioridade, enfim, deixado pra depois

Me lembro bem da que mais amei, sim, achei ser eterno
Vivi os bons momentos, sorri, e as dores que o amor acarreta
Sentindo em mim, ser o amor maior desse mundo e ela
Quem sabe, foi erro, eu e ela, não aconteceu na hora certa

As que pediam confiança, confesso que jamais trai alguém
De verdade as palavras do poeta divagador de amor ao mundo
Mas que pra algumas mulheres desiludidas com a vida
A voz desse poeta falavam mentira, me tornaram vagabundo

E fui vagabundo, quando o mundo me desiludiu e chorei
Quando parei de acreditar no amor verdadeiro,
Quando parei de pensar nas pessoas que amo
Pra mim, tudo secundário, passei a ser o primeiro

Então, primeiro em meu peito, digno de preocupação
Não fazia mais poemas,já não cantava mais, nada
Eu que sempre fui poeta, cansado de tudo, chorava
E nas noite frias, acalento a alma, somente uma oração

Quem sabe, amar, quem sabe amar seja sofrer
Então, quem sabe amar, sabe sofrer, sabe solidão
Fiz poemas de amor, e sofri, poemas de sofrimento e amei
Foram nas noites que mais escrevi, as que mais eu chorei

Então aprendi a amar, sim, amo ao mundo que me odeia
Amo ao inimigo que deseja minha veemente queda
Amo os amigos, verdadeiros e os falsos, amo
A maldade, amo, tudo que eu sei que me rodeia

Então, penso que amar seja contra o egoísmo
Antes de amar a mim mesmo, amo o mundo
Amo os amigos, os inimigos, todos a cada momento
Amo, amo mesmo as mulheres, senhoras do meu sofrimento

Já odiei com a força da maldade mundana, sim
Já desejei o mau dos que desejavam pra mim
Já pensei em prejudicar, difamar, denegrir
Mas entendi, que só faria mal, a mim, enfim

Se eu sei amar, mesmo sendo vitima da magoa
Se aprendi a perdoar, mesmo sendo vitima da maldade
Se eu sorrio hoje por estar sendo lembrado por alguém
Meu peito chora, pois depois de tudo, eu ainda sinto saudade