Me tornei o poeta que sou irmão
Se pensar, é isso que segura aqui
Pois ainda sinto que meu destino
É escrever, falar, versos, oração
Pode ser que leiam e nem entendam
Sabe, poucos verdadeiramente entendem
Pois cada verso é a transcrição da minha alma
E as palavras vem do peito, e escrever me acalma
Logo, cada poema tem endereço certo, não escrevo ao vento
Cada palavra que meu peito cria, deve ter a emoção de quem recebeu
São poemas de amor, que escrevo a alguém, saudades, tristeza,
O poema mais triste, busca da verdade, o dia, que o poeta morreu
Me tornei poeta e nem me recordo o dia que isso aconteceu
Dizem ser dom, eu acredito, Deus me deu a palavra como arma
Sorrisos como minha espada, amor como escudo, olhar é minha paz
Cada palavra que dizem a meu respeito, boa ou ruim, me torna mais capaz
Então irmão, se eu recebi o dom, cabe a mim, espalhar, espalhar
Entendi que poemas são como o vento, saem sem rumo algum
Vão faze seu destino e sua trilha é encontrar quem se identifique
Sei quando o poema agrada a pessoa, é evidente, ta no olhar
Escrevo sem pretensão a fama nunca me seduziu nunca me agradou
Tenho medo da fala e por isso nunca fui a sua caça a sua procura
Sei que há por ai pessoas que se encontram enfermas da alma
Então vejo meus poemas, como que uma espécie de cura
Se eu morrer, meu consolo é que minha alma será eterna
Não chorem amigos, poeta que é poeta não merece pena
Sorriam e leiam todos os meus versos em façam festa
Poeta que é poeta, é eterno, e forma de poema