sexta-feira, 22 de abril de 2011

Páscoa?

Então, mais uma vez, eu vejo chegar um feriado, um período pra descanso, pra curtir a família e os amigos, sexta feira santa, sábado de aleluia e Páscoa, ganharemos chocolates, agradecimentos dos que presenteamos com algum Ovo enfeitado com personagens de desenho animado, bonecas ou algo que faça atrair a gana consumista das crianças de hoje em dia.
Pois bem, é isso mesmo a páscoa, ganhar dinheiro, vender, vender aos que almejam consumir, dessa forma, todos se agradam nesse que é um período de fertilidade as compras e gastos.
Mas realmente, não entendo o real motivo da páscoa da forma que nos é mostrada hoje, ano a ano, e nos acostumamos a esperar por ovos de chocolate, presentes, coelho da páscoa, sem nos darmos conta da real celebração da páscoa, assim como no natal, o verdadeiro significado é deixado de lado, talvez mais uma artimanha do inimigo, que anseia deixar no esquecimento quem realmente deveria ser lembrado.
Poucos Hoje ao lerem isso realmente sabem, sexta feira santa, dia da morte do Nosso senhor Jesus Cristo, dia de tristeza, dia de dor, em que o corpo foi alvejado pelo ódio e desprezo daqueles que ele veio resgatar.
Talvez eu que seja racional de mais ao pensar essas coisas, talvez eu seja idealista de mais ao pensar que todos deveríamos hoje, dar real valor ao verdadeiro significado, sem nos prendermos aos valores consumistas e fúteis de hoje.
No domingo, amanhecemos em busca dos ovos, fazem marcas de coelho pelos corredores, que como por encanto, vem a nossa casa e nos bota ovos de chocolate, devidamente embalados e pronto para o consumo, acordamos e nos preocupamos com o coelho, com o que ele representa, nos esquecemos dEle, do real significado do que deveria ser o domingo de páscoa, talvez ainda não nos demos conta que, cometemos um grande pecado, Pois Jesus morreu na cruz, livrou-nos de todos nossos pecados, chorou e derramou  seu sangue por nós, sua vida ele deu em favor das nossas, o coelho dizem nos dar ovos de chocolate, uma vez ao ano, mesmo assim, ainda assim, adoramos o coelho e esquecemos de cristo...

segunda-feira, 18 de abril de 2011

vovo de ganga


Sou Matinhense, nascido, criado e desmamado aqui na terra onde meus pais, avós, bisavós foram na mesma linha, nascidos, criados e desmamados, digamos que somos hoje patrimônio natural da cidade, todas as minhas historias, todas as minhas angustias, sonhos, desejos e medos, aqui foram passados, vou contar um ocorrido de minha infância que ainda hoje povoa minha mente, e meus pensamentos.
Somos em 3 irmãos, homens, diferença de idade, do mais velho pra mim, 3 anos e de mim ao mais novo um ano, resumindo, quando criança, sempre fomos meio que parelho, nas brincadeiras,  jogos e demais atividades que compete a crianças, lembrando que vivemos a geração dos anos 90, felizes dos que como nós, viveram essa infância.
Morávamos numa casa no bairro Rio da Onça, nome dado ao rio que corta o bairro e diziam as línguas que nos tempos antigos, as onças saciavam a cede nas águas escuras do rio, uma casa grande, me recordo como que fosse agora, na varanda, no lugar de uma das pilastras, nosso pai, talvez por falta de recursos, ou mesmo pela ânsia louca de fazer as coisas ao modo dele, havia colocado uma forquilha, então nossa varanda era sustentada por uma grande forquilha que imaginávamos ser a cetra de um gigante qualquer.
Nosso pai, motorista, viajava pra lugares distantes, ficava dias e até mesmo semanas fora, e era com minha mãe que íamos os 3 ainda muito pequenos, ao bar chamado casa grande telefonar ao nosso pai, essa cena ainda me povoa a memória, e as lagrimas caem da mesma forma que caiam quando ouvíamos a voz, que suavemente dizia, o pai sente saudades de vocês.
E assim passávamos os dias, durante o reinado do sol, brincávamos, corríamos, éramos felizes e nem nos dávamos conta que nosso pai estava distante, mas quando a noite caia, falo por mim, mas o medo me consumia, não me sentia seguro sem a figura do meu pai pra nos proteger de qualquer perigo.
Numa dessas noites, enquanto na certa assistíamos ao carrossel, ouvimos nas paredes de madeira, batidas estrondosas que faziam tremer a casa, ou quem sabe isso tenha sido algo da minha imaginação, fato é que ao ouvirmos aquilo, nos entre olhamos, ao mesmo tempo que mamãe chegava a sala, todos em transe, fazíamos silencio, na vã esperança que aquilo fosse fruto da nossa imaginação fértil, porem, instante seguinte novas bordoadas na parede e já ouvi meu irmão mais novo chorar apavorado ao mesmo tempo que minha mãe, forte e segura de si e de seus medos pergunta: “quem ta aí?” e a resposta veio instantaneamente: Vovô de Ganga!”
Tínhamos medo, todos na verdade estávamos apavorados, minha mãe procurava por algo sobre o guarda roupas, no intuito de defender seus filhos, nisso o barulho recomeçava, e tomávamos coragem, e um de nos perguntava, quem ta ai? E a resposta era a mesma, vovô de ganga.
Depois de algum tempo, foram minutos de terror, ouvimos algumas vozes, espiamos pela fresta da janela e podemos ver alguns homens carregando um senhor, bêbado que andava sofregamente amparado por braços amigos, ninguém la em casa naquela noite dormiu normalmente, ficamos todos no mais profundo silencio, talvez ainda apavorados, na incerteza se aquele homem voltaria, com aquele pavor que toda criança tem, aquele receio que nos invade.
Anos depois, nos mudamos daquela casa, do vovô de ganga uma vaga lembrança, alem de uma blusa que ficou no nosso quintal, daquela casa, ainda sinto uma saudade que nem sei explicar, hoje não há mais a forquilha, nem há mais vestígios da nossa estada ali, porem ainda hoje procuro olhar aquelas pares, na vã esperança de encontrar quem sabe, vestígios da minha tão feliz infância, ainda choro, fui criança feliz, e agradeço a Deus por ter sido o que fui, e me transformado no que sou...

terça-feira, 12 de abril de 2011


GAME OVER
Por Leandro Tavares – Textavares@hotmail.com
@leandraotavares

Na certa todos devem estar se perguntando em que mundo vivemos hoje não é mesmo? Há quem deva estar dizendo que são prelúdios de um fim já anunciado, da mesma forma que há quem diga que são sinais de tempos piores que ainda estão por vir.
Dessa forma, no pé em que as coisas andam, nossa sociedade se encaminha para o caos e da mesma forma que dizem os livros e as escrituras religiosas, no fim, o mal predominará na terra não sendo mais possível para o bem sair vencedor a não ser com a vinda do Messias.
No dia 8 de abril de 2011, um Jovem de 24 anos, sem pai e sem mãe, adentrou em uma escola no Diadema, Rio de Janeiro e com duas armas em Punho, centenas de munições sobresselentes, atirou e assassinou mais de 12 pessoas, crianças, na maioria mulheres na idade entre 10 a 15 anos.
O que motiva um ser humano, imagem e semelhança de Deus a fazer algo desse calibre, quais seriam as reais intenções desse homem, na verdade mais bem qualificado como monstro, a atirar em crianças inocentes que buscavam ali um futuro melhor através do estudo?
Não me passa na cabeça, motivos plausíveis para atitudes como essa, talvez, seja mesmo esse um sinal em que o mundo já não tem mais escapatória, dessa forma, não menos otimista do que o maior dos religiosos, só com a vinda de Jesus para sanar esse mal que assola todo o mundo.
Meu pensamento não consegue achar motivos suficientes para uma atitude como essa do Rio, mas não é só isso que vem nos assustando nos últimos tempos, devemos entender que há sinais e mais sinais de que tudo se encaminha ao fim, pensem, aqui em nosso estado o Paraná, muito próximos de nós, pais rejeitam uma das três filhas recém nascidas, desde quando o mundo é mundo, qualquer animal protege seus filhos com unhas e dentes, porem o homem, repito, imagem e semelhança divina, nega seu sangue e sua continuidade através dos filhos, talvez para agradar o ego, opiniões de amigos, parentes, não há como entender atitudes como essas que nos são cada dia mais “normais”.
No Japão, uma onda gigante destrói completamente algumas cidades, muitos mortos, desabrigados, mas há de ouvir que, no Japão isso já é normal, “Pra aquelas bandas isso já é comum”, pois bem, então vamos falar de nos mesmos, Litoral do Paraná completamente arrasado por chuvas incessantes, Morretes, Guaratuba, Antonina e Paranaguá, pensem ao decorrer dos anos quantas vezes isso nos aconteceu? Estávamos acostumados a ver catástrofes ao redor do mundo, porem agora as coisas ocorrem em nossos quintais, não estamos mais livres, livres dessa loucura em que se tornou o mundo,morre-se por quase nada, perdeu-se o valor da vida, não há mais amor por todos, não há mais esperança nos olhos das nossas crianças. A natureza se revolta contra nós, são sinais dos fins dos tempos:
Lucas 21:11, 25-26-27: e haverá em vários lugares grandes terremotos, e pestes e fomes; haverá também coisas espantosas, e grandes sinais do céu. 25. E haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas; e sobre a terra haverá angústia das nações em perplexidade pelo bramido do mar e das ondas. 26. os homens desfalecerão de terror, e pela expectação das coisas que sobrevirão ao mundo; porquanto os poderes do céu serão abalados. 27 então verão vir o FILHO do homem numa nuvem, com poder e grande glória.

Não há lugar do mundo onde possamos nos esconder, por onde andamos há sinais, há violência, há mortes, há temor, só nos resta mesmo orar ao senhor bom Deus, pedir proteção a ele e desejar muito à vinda de Jesus, como numa musica que me veio na mente nesse instante que diz “Jesus, traga o exercito de Deus junto contigo, para ajudar esse seu povo tão sofrido, pois os homens podem até declararem guerra”. Escolhamos nosso lado, e com Deus sairemos de vencidos a vencedor.

Bullying

Sem conhecimentos técnicos ou teóricos sobre o assunto, resolvi falar mesmo assim, já que é minha opinião, pra alguns é inútil e podem mesmo criticar, pra outros tem valia, e podem gostar, pra alguns tanto faz, deixa o cara falar.
Pois bem, pra fazer o leitor entender, devo explicar que, sou acadêmico de Licenciatura em Ciências pela Universidade Federal do Paraná, formado em Agroecologia pela mesma universidade, estudei toda minha vida em escolas publicas, fui criança normal, brinquei, corri, fiz amigos e inimigos, como qualquer homem que vive uma vida comum.
Então hoje, vejo coisas no cenário escolar que acontecia normalmente nos meus bons tempos de escola, mas que hoje ganha tamanha importância, chega-se a falar e crimes e coisas do gênero, damos hoje nome de bullying, o ato de humilhar, perseguir, qualquer tipo de agressão física ou psicológica.
Pois bem, nos meus anos de escola, meados da década de 90, não havia bullying? Não haviam agressão ou algo similar?
Digo aos amigos que isso é caso antigo, que na certa vem anterior aos meus anos de estudo, provavelmente dos tempos de meus pais, e talvez avós, e isso já vinha acontecendo ao longo do tempo, sem que nos déssemos conta, sem darmos a devida importância.
Quantas de vocês que me lêem agora já sofreram algum tipo de perseguição na escola, algum valentão que o amedrontava, algum temor por não ser tão bom em determinado esporte, e que os colegas faziam questão de frisar e usar isso como piada?
Quem nunca se pegou fazendo algum tipo de piada sobre a condição física do colega, sobre penteados, sobre vestimentas, defeitos na voz, quem nunca em sua vida escolar não fez algo que depois se arrependeu, talvez por se colocar na pele do colega e entender o que aquilo devia ofender e magoar...
Pois bem, e mesmo assim somos todos hoje, salvo exceções, pais de família, estudantes, trabalhadores, profissionais renomados e felizes, quanto isso interferiu nas nossas vidas e nos rumos que faríamos ela tomar? Eu penso que isso nunca foi prejudicial para o desenvolvimento do ser como humano, já que, no meu caso pelo menos, aprendemos a nos defender, resolver nossos problemas com nossos semelhantes da forma mais adequada para o momento, e mesmo todos, afirmo, todos terem sofrido algum tipo de “bullying” na infância ou adolescência, nenhum de nós, espero de que coração estar certo, se fez valer desses traumas pra sair por ai atirando nas pessoas, tirando vidas e as destruindo, usando isso como motivo e muitas vezes justificando.
Hoje, o sujeito teve uma vida ruim, está naquele momento fracassado, seu pensamento franco e sem opinião o leva a cometer atos monstruosos, e já rotulam como sofredor de bullying e que esse é o motivo dessas atitudes, não vejo por esse ponto, concordo claro que, o mundo se encaminha ao caos, armas estão as mãos de quem as deseja e isso facilita, concordo que há casos em que o bullying deva prejudicar o ser humano violentamente, da mesma forma que outras violências mexem com o ser, porem o que há é uma generalização, virou moda e agora, quando não podemos explicar determinado comportamento, logo rotulamos como sintomas de vitimas de bullying.
Devemos entender como vivíamos a vida nos anos passados, onde nossos estudantes passavam as mesmas coisas, os mesmos problemas, e nem por isso foram prejudicados a pontos irreversíveis, fato é que, todos, devem ter um acompanhamento da escola, que deve se tornar algo agradável aos olhos do estudante, sem valentões, sem constrangimentos, sem vergonhas e sem medo, só assim poderemos ter alunos de mente e corpo saudáveis e conseqüentemente, homens e mulheres aptos a fazer um mundo melhor.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

eu que ti amei


Eu sou o cara que ti deseja bem
Que sonha em ti ver completamente feliz
Que sorri quando mencionam seu nome
Que pode chorar mas ao ti ver o pranto some

Na vida fui aquele que desejou sua alegria
Quem mais sorriu ao saber que estavas bem
O amor mais incompreendido que DEUS criou
O homem certo pra você e você não enxergou

Não fui relacionado no jogo em disputa ao seu coração
Fui cortado e não estava na sua lista de amores
Os que seriam preferencialmente titulares na sua vida
Nunca fui  primeiro da sua lista, fui ultima opção

Dos poemas que fiz, nunca falei da minha dor
Dos poemas que escrevi eu falava de uma vida
Que parecia ser repleta de desejos e aventuras
Desse jovem louco em busca do grande amor

Dos amores que vivi, fostes tu o mais verdadeiro
Das amadas que amei, foi você a mais sincera
Desejando ser muito mais que apenas amigo
Eu vivi uma vida paralela a sua, sempre a espera

Eu ti amei a cada sonho que contigo sonhei
A cada flor que sozinho no jardim apanhei
A cada lagrima que em minha cama chorei
A cada momento que ti vi e ti amei

Dos sonhos que sonhei, foi você o mais verdadeiro
De ti amar, viver pra sempre feliz do seu lado
E que a cada verso de um poema chamado vida
Eu seja, não só mais um, mas único, o primeiro

De tanto que ti amei hoje há certeza em meu peito
És tu a mulher da minha vida e me admiro em alegrias
Pois trago comigo um sentimento desigual e verdadeiro
Daqueles mais verdadeiros, sentimento mais que perfeito

Vou escrevendo e flui como lagrimas em desespero
Vai secando, como o choro por um grande amor
Vou confessar que não sei mais viver sem ti meu anjo
Rainha dos meus dias, que se não vejo, vivo a dor