domingo, 23 de maio de 2010

Pai...

Meu pai, velho zangado
Rezo todos os dias
Por ti meu velho pai amado

O meu exemplo de vivencia
Caráter que quero seguir
Bons conselhos e avisos
Do senhor quero ouvir

Pai meu porto seguro
Firmeza de pedra bruta
É no senhor que penso
Quando começa a luta

Na vida eu sigo seus passos
Um caminho sem manchas
Caminho de homem honrado
Que nos da paz e esperança

Sabe pai, brigamos um com o outro
Temos lá nossas chateações
Mas nas noites frias só me acalmo
Recordando suas canções

Meu pai meu velho companheiro
Amigo pra toda vida
É em você que me defendo
Em você tenho guarida

Senhor

Poema a meu amado Vo Nelson, lastima não ter te conhecido, mas alegria de ser seu sangue e sua continuação...


Não ter conhecido você senhor
Não ter vivido um minuto a seu lado
Nada disso impediu-me de amar
De sonhar com suas façanhas...

As historias que escuto do senhor
Das coisas que o senhor fala
Pequenos gestos de carinho
Tantas coisas que não vivi senhor

Sinto saudades eternas do senhor
O homem que inspira meu viver
O mais honrado homem que nasceu
O homem que não pude conhecer

Tudo na vida tem uma explicação
Minhas lagrimas de saudades
É pelo amor que não vivi vovô
Mas você mora em meu coração

Bom dia


Bom dia aos pássaros
Bom dia as plantas
Bom dia aos animais
Bom dia á meus pais

Ser feliz, o que sempre desejei
Conquistar felicidade
Ao lado da mais bela flor
Aquela que sempre amei

Bom dia meu amor
Lhe trago meu sorriso
Você me presenteia
Com magoa e dor

Bom dia, belo dia
Sua repulsa já não machuca
Seu olhar já não procuro
Bom dia, dia triste, escuro

Bom dia, belo dia
Boa noite, noite enluarada
A você bela ingrata
Menina magoada.

Agora parta, suma na escuridão
Desaparece na noite escura
Que eu fico animado
Que eu fico feliz no dia ensolarado

O dia de minha morte...

Aquele dia, em que o sol brilhará mais forte
em que os passaros cantarão mais alto..
em que meus amigos se sentirão mais feliz

aquele dia, feliz dia de domingo
a vida é bela e abençoada
porque me sinto alegre e feliz
desde o amanhecer, na alvorada

aquele dia, naquele dia,
não penssem coisas tristes
não falem as coisas ruins

não chorem, não fiquem quiétos
quero festa, alegria do amanhecer
alegria da vida, que so fiz viver

aquele dia, que o sol brilhará mais forte
O dia de alegria, belo dia feliz
O DIA DE MINHA MORTE

O amor

O amor

Veio o amor e me pego desprevenido
Como um novato eu cai na sua armadilha
Armadilha do amor, de amar, de viver
Armadilha da vida, de sorrir de sonhar

O AMOR, em mim, uma flor perfumada
A flor do meu pequeno jardim querida
És você a minha musa, meu sonho de verão
A linda morena, minha linda amada

Uma chance amor, uma chance de viver
Em matinhos a correr querida
Lado a lado com você a caminhar
Serás meu amor, pra toda vida...

Amiga

Escrevo a você uma carta
Com um sentimento já normal
Palavras a uma pessoa
Em minha vida especial

Não são palavras bonitas
Nem cheias de complicação
Palavras simples de uma pessoa
Que escreve com o coração

Escrevo não obrigado
Escrever me deixa feliz
Por isso que escrevo
A você querida eliz

Amiga, se o vento nos leva
Como reza a canção
Que não leve nunca
Você de meu coração

Meu amigo

Meu amigo colerinho
Se foi dessa vida
Levou seu cantar
Fiquei triste e sozinho

Quando você cantava
Alegre ao me ver
Tamanha era a sua alegria
Em seus olhos podia perceber

A morte te levou
Arrancou de mim meu companheiro
Como vou viver sem seu cantar
Sem seu canto meu coleiro

Cantávamos em dueto
Nosso canto alegremente
Hoje canto sozinho
Canto tristemente


Seu canto agora entoado pelo vento
Você não deixou de existir
Simplesmente meu amigo
Você virou um sentimento


Lembro seu canto entoado
Que alegrou os dias meus
Agora você vai cantar alegremente
Feliz ao lado de Deus

Adeus amigo
Espero te rever um dia
Para que juntos novamente
Longas tardes de cantorias...

sábado, 22 de maio de 2010

Ô SEU.

Ô seu!
Ainda hoje me peguei pensando no que fazer para um trabalho proposto na universidade da qual sou aluno, tema livre.
Quando se dá o tema fica difícil, quando o tema é livre, piora.
Pois bem, fui à luta e pus cabeça pra funcionar, pensei em temas da atualidade, temas históricos ou culturais, nada me tocou, e me veio à pergunta, como eu, Matinhense da gema, poderia resgatar a cultura de meu povo a muito esquecida.
Fácil, falar sobre o fandango, não, vou falar do pau de fita, não, caça e pesca era melhor, enfim, como decidir o que é o mais importante.
Por ter essa familiaridade com a cultura local, não pude de imediato entender o que é, em meu ponto de vista, a cara de um povo, a língua, não falo de português, inglês ou espanhol, falo das características únicas da fala de um povo de determinado lugar.
E em Matinhos essa cultura lingüística é muito evidente, e foi só abrir a mente que percebi o quão rica é nossa cultura e quão rico é nosso vocabulário.
Um cidadão qualquer do mundo ao encontrar outro pela manhã – Bom dia – e o outro responde – bom dia- um Matinhense ao cruzar outro pela manhã – ô seu – a resposta, opa- um curitibano espantado – Nossa!- o Matinhense – "a meu bonje"... – curitibano desaprovando algo – bem feito – O Matinhense – Éga seu – curitibano ameaçando alguém – te dou um murro- O Matinhense – "dolhe um pé do ouvido" – curitibano faz escândalo, Matinhense faz "sangria desatada". Curitibano estava nas proximidades, Matinhense nos "arrebardes".
É um jeito único de falar, alem dessas variações e criações lingüísticas, a maneira que o Matinhense fala, alias canta, com uma musicalidade muito típica, reconhecível esteja ele onde estiver.
Matinhos é tão rica em sua cultura, falta valorização e reconhecimento dessas culturas típicas nossas, vamos tentar resgatar juntos a cultura local e junto com ela nossa identidade, nossa cara, é fácil "cambada" só basta querer!

Qual a verdadeira identidade caiçara? Artigo de L. S. TAVARES

Na verdade, o conceito de caiçara mais encontrado é que caiçara é todo aquele que mora na zona litorânea e vive da pesca de subsistência, então caiçara é basicamente o pescador seja ele profissional ou não, e também aquele que mora nessa determinada região e vive da pesca primitiva como os antigos índios habitantes de tais regiões.
Em matinhos percebe-se uma mudança no entendimento do que é ser caiçara, há tempos que o significado dessa palavra foi substituído, sendo hoje encarado como ofensa a ponto dos verdadeiros caiçaras não se entenderem como tal.
Mas como se reconhecer em algo desvalorizado e banalizado?
A cultura caiçara, muito forte nas questões religiosas e artesanais, perde-se quando há um crescimento das religiões evangélicas, já que a maioria dos costumes são de origem católica.
De fato isso contribui para o desaparecimento dessa cultura, sendo assim caminho a marginalização do caiçara em si, que aos poucos se torna um povo sem costumes, que se vê a contra mão do que é hoje a questão cultural no Brasil, que está numa crescente onda de valorização.
Sabemos que caiçara é todo aquele que vive em regiões litorâneas, o fato é, será que quem mora em região litorânea é caiçara ou se aceita como tal?
Usando o exemplo de Matinhos que é uma cidade litorânea, então todo seu povo pode ser chamado de caiçara, e ainda será que todo morador se aceita como tal?
É difícil essa resposta já que não fizemos uma pesquisa de campo para embasar esse trabalho, mas no que diz respeito a parte teórica é possível afirmar que não é todo morador litorâneo que se aceita como caiçara e nem todo caiçara mora em região litorânea.
Pois se pensarmos bem, quando se fala em pesca artesanal e primitiva, não quer dizer especificamente que se trate de pesca de agua salgada, pode-se também se tratar de pesca em rios de agua doce, dessa forma, as praticas caiçaras de pesca não dependem exclusivamente do mar, ou giram em torno dele, sendo sim uma referencia, mas não unanimidade.
Então, correto afirmar que ser caiçara não depende de determinado lugar, mas sim de determinada cultura e do conhecimento e aceitação de quem é caiçara.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Estrelas

Queria um dia ver um disco voador
Queria conhecer um povo que vive
Que vive por um único sentimento
Um povo que vive por amor

Que nesse disco voador
Eu iria passear
Veria do céu as estrelas
Eu iria sonhar

As estrelas que procuro mulher
Em você encontrei
As estrelas de seu sorriso
Estrela de mulher que amei

Vem disco voador
Buscar-me para voar
Pelas estrelas do céu
A procura de amor

Em você minhas estrelas
Em você meu sorriso
Dois dias que ti conheci
Deu as estrelas que preciso

Meu Litoral

Os outros que me perdoem
Mas é impossível viver longe
Do meu litoral
Longe da minha querida Matinhos.

Ao subir a serra, as coisas mudam
As matas são diferentes
Toda retorcida, de um verde morto
Um verde sem vida

No litoral não, as matas são verdinhas
Todas altivas, belas
Desde o pé de araçá
Ao pé de figueira amarela

Nada contra os pinheiros de lá
Nada contra as matas de lá
Só prefiro essas minhas matas
Que desde pequeno aprendi a amar

Belas praias completam a beleza
Dão um toque mais alegre
Um toque de alegria
De natureza.

Quando subo a serra,
E vou chegando na capital
Sinto algo estranho
Fico ruim, passo mal
Tem gente que gosta de lá
Mas eu prefiro meu litoral.

Deus.


Deus, meu Deus, agradeço a Deus
Obrigado por ter me dado
A alegria de viver
O dom de escrever

Sou velho,
Tenho o peso da idade
Tenho a experiência da vida

Sou jovem,
Tenho a leveza
De quem não ta nem ai,
Não tem saudade

Sou velho na experiência
Sou jovem na aparência

É um dom divino
Milagre de Deus
Ter a sabedoria dos velhos
E o vigor da juventude

Meus traços joviais
Até parecem banais
Se comparado ao dom divino
Pois sou um velho sábio
Num corpo de menino.

Amiga


Escrevo a você uma carta
Com um sentimento já normal
Palavras a uma pessoal
Em minha vida especial

Não são palavras bonitas
Nem cheias de complicação
Palavras simples de uma pessoa
Que escreve com o coração

Escrevo não obrigado
Escrever me deixa feliz
Por isso que escrevo
A você querida eliz

Amiga, se o vento nos leva
Como reza a canção
Que não leve nunca
Você de meu coração

A morte

A morte é tão singular
Está certo, sofre-se
Dói a alma
Você sente vontade de chorar

Como o poeta que é eterno
Com suas belas canções
Assim nossos entes queridos
Eternos em nossos corações

Lembrar é reviver
Coisas boas que se fez
Palavras belas que se disse
Não apenas sofrer

Morrer já foi meu medo
Tinha um receio inesperado
Porem passou subitamente
Ao saber que tinha Deus a meu lado

O tempo vai passar
Levar minha juventude um dia
Só me restará para viver
Algo concreto, a sabedoria!

Ha uma pessoa especial

Não vi a flor
Não senti a dor
Não dei calor
Não vivi o amor

Quando sinto seu cheiro
Quando sinto sua falta
Quando sinto seu corpo
Quando senti saudades

Seu sorriso é o mais belo
Lagrimas de emoção
Vi tu sorrindo
Alegrou meu coração

Seus olhos
Diamantes sem igual
Belas pratas de luz
Me fez sentimental

Pequenina flor do amor
Miúda mulher amada
Seu rosto me fascina
Minha boca és calada

Te amo te venero
Passe o tempo anjo
Pra ficar com você
Pra sempre eu espero

domingo, 16 de maio de 2010

Amigos Virtuais

Tanto tempo, conversas virtuais
Amigos que se conheciam
Pela tela do monitor
Se conheciam virtualmente
Nada mais

Tanto tempo, a vontade de ti ver
Sua amizade me contagia
Queria porque queria
Te conhecer...

Chegou o dia, ansioso eu fiquei
Quando te vi ao meu lado
Deus do céu, sem palavras
Feito bobo, quase chorei

O mar, seu belo rosto, nossa amizade
Tempo que estive a seu lado
Pouco ou muito, não importa
Já sinto saudade...

Meu velho

Não ter conhecido você senhor
Não ter vivido um minuto a seu lado
Nada disso impediu-me de amar
De sonhar com suas façanhas...

As historias que escuto do senhor
Das coisas que o senhor fala
Pequenos gestos de carinho
Tantas coisas que não vivi senhor

Sinto saudades eternas do senhor
O homem que inspira meu viver
O mais honrado homem que nasceu
O homem que não pude conhecer

Tudo na vida tem uma explicação
Minhas lagrimas de saudades
É pelo amor que não vivi vovô
Mas você mora em meu coração

Derradeiro fim


A você meu amigo
Minha mais bela canção
Que escrevo com minha alma
Escrevo de coração

Pedaço de poema
Homenagem ao seu fim derradeiro
Homenagem ao meu amigo
Meu saudoso coleiro!

Seu canto simples e harmonioso
Cantava bem cedinho
Acordando-me
Era tão gostoso.


Mas assim é a vida
Feita de decepções
A morte vem sorrateira
Plantando magoas nos corações

Voa meu querido amiguinho
Vá para junto de Deus
Ele guiará seus dias
Eu aqui cantarei sozinho...

Coleiro

Pobre passarinho prisioneiro
Trancado sem direito a fiança
Seu canto alegra o carrasco
Que não sabe, ele chora feito criança...

O colerinho engaiolado
Padece, pode até cantar.
Mas sei que em seu peito
Ele quer mesmo é chorar...

Seu canto é sentido
Melodia entristecida
Ele canta de saudade
Quando tinha uma vida

Abra a porta da gaiola
Deixe o Coleiro voar
Tão certo sua felicidade
Que em sua porta ele virá cantar!

Olha amor

Olha amor, eu aqui de novo ao seu lado
Olhando seu lindo rosto menina adorada
Meu peito bate forte e acelerado
Sinto meu peito amor, por você apaixonado.

Tenho medo, medo de me declarar.
Medo de não ser correspondido
Medo de me declarar a você menina
E ser ignorado

Você me olha, sorri e me encanta.
Sua face me ilumina
Alegria eu sinto querida
Está em ver, seu rosto de menina.

Pode o tempo me matar
Matar tudo, por onde for.
Só não vai matar em meu peito
Todo meu amor

Basquetebol Minha vida

Um dia, não haverá mais time
Separados ainda poderemos jogar
Um para cada lado, times diferentes
Caminhos a seguir...

Um dia, sentirei falta dos treinos
Das corridas incessantes beira quadra
Das palhaçadas e gargalhadas
Um dia, sentirei falta de vocês

Um dia, já não nos veremos todos os dias
Nossos encontros serão cada vez mais escassos
Aos poucos se perderá a intimidade
E não passaremos de meros conhecidos

Um dia, verei  noticias sobre meus amigos
A se darem bem em algum time
Orgulhoso nesse dia, orgulho verdadeiro
Ao ver se dar bem na vida, meu velho
companheiro

Um dia, meus velhos basqueteiros
Amigos que comigo conviveram
Foram tantas coisas que perdi a conta
Jogos, campeonatos, treinos e alojamentos

Enfim, um dia, chegará esse dia
Com lagrimas nos olhos gritarei
Com saudade no peito companheiros
Foi um prazer  jogar com vocês...

Amor

Amor.


Amor é como um ser vivo
Nasce, cresce, reproduz, morre.

Nasce num olhar
Numa conversa
Num gesto qualquer
Na necessidade de amar

Cresce no cotidiano
Na esperança
Nas horas difíceis
Nos olhos da criança

Reproduz alegria
Exala emoção
Transborda a alma
Engrandece o coração

Morre, se morre
Não chore, não sofra
Não sinta dor
Pois sentimento que morre
Não é amor!



AUTOR: L. S. TAVARES