segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Os meus sonhos


Então a vida já não é mais sua
Suas vontades não são suas
As realidades perdidas
Os sorrisos e amizades bandidas

Lembra do seu sonho de menino?
Lembro do meu e ainda mantenho
Lutar contra bandidos e malfeitores
Não tinha nada a ver com medos, amores

Meus sonhos hoje são os mesmos
Maiores, menores, depende do dia
Meus sonhos hoje são os mesmos
Ter muita paz, um bom dia, e muita alegria

Mas minha vida não é minha
Nem a sua é sua irmão
Se tu acha que sua vida é sua
Ta louco, vivendo ilusão

Você vive modas
Você vive realidades de televisão
Bonito é o que a mídia lhe mostra
Sua musica não é por emoção

Robotizados meninos bons
Crianças vestindo o que o poder ordena
Mortes sem o real valor do medo
Menores sem rumo, que o sistema condena

O que somos
Sou o que não queria
Reconheço que não sou nenhum rebelde
E poema é minha única rebeldia

Tente meu irmão
Viver por seus sonhos
Tente meu irmão querido
Viver, nem que te achem bandido

Ta vivo, ta morto
Ta morto, não sei ao certo
O importante é viver sonhando
Que no final acaba dando certo

sábado, 8 de setembro de 2012

A-Deus


Eu te vejo agora
Tem um sorriso no rosto
Vazio quem sabe o motivo
Mas é, um belo sorriso

Está olhando fotos
Não posso saber qual o local
Mas vejo lagrima em seu rosto
Alguma lembrança te faz mal                                                                    

Se levanta lentamente
Um monte de gibis sobre a mesa
Um guarda roupas velho
E um poema intitulado princesa

Agora posso ver certinho
É meu quarto o ambiente
Vejo você acariciar minha cama
E uma lagrima cai tristemente

Olha um ou dois bonés pendurados
Aquele que eu usava no primeiro encontro
Agora não é mais uma lagrima solitária
Cai em rios, molhando seu rosto

Agora você chora, murmura uma dor
Fala baixinho, onde está meu bem
Um sorriso nasce em seu rosto
Com uma certeza, os anjos dizem amem

Você senta na cama, mãos cobrem o rosto
O cabelo espalhado esvoaçando
Cai sobre as mãos e abafam o som
De alguém que esta chorando

E você chora, eu olhando não posso tocá-la
E você chora
E você chora, e eu olhando não posso abraçá-la


Alguém bate na porta
Você levante e murmura,
Perdão meu amor, foi meu erro
Um amigo lhe chama, é hora do enterro

Apartai- vos de mim, malditos


Mano, a rua ta foda
Invoca sua ira e vai na mira
Escreve nos muro que é rua
Mas a rua não é mentira

Tem um cano
Na cintura pra acalmar
Mas a arma que acalma
Faz alguma mãe chorar

Ai o gatilho foi acionado
Um segundo fatal, real
Você queria ser o tal
Mas foi arma, engatilhada pelo mal

Tem uns mano que canta
Mas não encanta as alma
Que fala de amor, e tal
Mas não encanta, nem acalma

Dizem que ta ruim, o mundo
Vagabundo, ta plantando o bem?
Ou se acha que o mundo via mudar
se não ajoelhar, pedi perdão e dizer amem?

Cristo ta voltando, eu sinto que ta
Mas que venha cheio de anjos
Pois os seres humanos
Tão querendo se revolta

Olha os muros por ai filhote
Falam das drogas e as drogas falam bem
Conheço uma pá de meninos que não vivem
A droga vive com o que eles tem

E a volta do Messias anunciada
Por uma profecia de amor
Onde os de bem vão pra gloria
Os do mal vão amargurar a sua dor

Você sabe o que faz
A sua vida vai valer o que você pedir
Faz tudo que diz a bíblia parceiro
E vai ta sossegado o dia que Jesus vir

E se zela por sua vida carnal
Eis que de Cristo não receberas mais amor
No final as palavras serão duras
E a eternidade será repleta de dor

Apartai- vos de mim, malditos,
para o fogo eterno,
 preparado para o Diabo e seus anjos;

Eu



Eu, sou sozinho
Solitário como a águia
Que voa sem destino
Paira pelo ar, olhando o caminho

Perdido em um mundo
Onde viver é falsidade
Onde não há valores
O sorrir e seus temores

Quando eu cresci
Eu na verdade não assimilei
Os ventos do tempo em melodia
Um dia acordei, e já era meio dia

Uma hora, assim vivi
Uma hora de momentos felizes
Mesclada com minhas agonia
Vivi em meio as minhas crises

Mas o que foi vagabundo
Poeta alheio, sem freio nas verdades
Que escrevia o que via
Hoje não escreve, reproduz saudades

Ter uma casinha branca, um cão
Um quintal de grama verdinha
Meu velho plantando
Minha mãe alimentando as galinha

Tenho fé
O passado é nostalgia
Prefiro sonhar
Meu hoje não tem alegria

Mas o futuro não me importa
A vida torta se entortou com o tempo
Minha alma sente falta e não falta
Um dia sem que eu não chore em sofrimento


Sinto falta e nem sei do que
O anoitecer era melhor
A magia da noite me encantava
Queria ficar, mas o sono dominava

O tempo passa
Minha magoa é tipo açoite
Eu hoje vou dormir
E amanha já será meia noite

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

No que me transformei


No que me transformei
Reação em cadeia alheia
Ao tempo que não voltou
Uma hora e adeus, passou

Do que fui no passado
Mais ou menos bandido
Bêbado ou fumante
Amado, amante

Um bandolero que pregava farra
Que não esbarra nos sentimentos
Que divagava sobre amor
Mais que não respondia pensamentos

E eis que me encontrei
Ajoelhado pedindo perdão
Minha alma que outrora vagava
Ia em busca de uma solução

E a solução eu encontrei
Mesmo quando o mundo me negava
Sorria por um trago de cerveja
Sem saber que minha alma se afogava

E nas magoas me afoguei
Quando as lagrimas me tomaram
E no meu pranto me afoguei
Quando meus pecados espiraram

E o diabo me chamava
Jesus esse ai é meu
Tem mais pecados em sua alma
Que outro ser já cometeu

E o Pai em minha defesa
Inglória a vitoria sem perdão
Se ele é arrependido
Tem direito a remissão

E meu perdão chega
Lavado em sangue divino
Ao ser tocado pela água do batismo
Me vi chorando  feito menino

Hoje choro
Minha alegria  é infinita
Minha alma é viva
E minha vitoria é bendita