Eu, sou sozinho
Solitário como a águia
Que voa sem destino
Paira pelo ar, olhando o caminho
Perdido em um mundo
Onde viver é falsidade
Onde não há valores
O sorrir e seus temores
Quando eu cresci
Eu na verdade não assimilei
Os ventos do tempo em melodia
Um dia acordei, e já era meio dia
Uma hora, assim vivi
Uma hora de momentos felizes
Mesclada com minhas agonia
Vivi em meio as minhas crises
Mas o que foi vagabundo
Poeta alheio, sem freio nas verdades
Que escrevia o que via
Hoje não escreve, reproduz saudades
Ter uma casinha branca, um cão
Um quintal de grama verdinha
Meu velho plantando
Minha mãe alimentando as galinha
Tenho fé
O passado é nostalgia
Prefiro sonhar
Meu hoje não tem alegria
Mas o futuro não me importa
A vida torta se entortou com o tempo
Minha alma sente falta e não falta
Um dia sem que eu não chore em sofrimento
Sinto falta e nem sei do que
O anoitecer era melhor
A magia da noite me encantava
Queria ficar, mas o sono dominava
O tempo passa
Minha magoa é tipo açoite
Eu hoje vou dormir
E amanha já será meia noite
Nenhum comentário:
Postar um comentário