sábado, 8 de setembro de 2012

Eu



Eu, sou sozinho
Solitário como a águia
Que voa sem destino
Paira pelo ar, olhando o caminho

Perdido em um mundo
Onde viver é falsidade
Onde não há valores
O sorrir e seus temores

Quando eu cresci
Eu na verdade não assimilei
Os ventos do tempo em melodia
Um dia acordei, e já era meio dia

Uma hora, assim vivi
Uma hora de momentos felizes
Mesclada com minhas agonia
Vivi em meio as minhas crises

Mas o que foi vagabundo
Poeta alheio, sem freio nas verdades
Que escrevia o que via
Hoje não escreve, reproduz saudades

Ter uma casinha branca, um cão
Um quintal de grama verdinha
Meu velho plantando
Minha mãe alimentando as galinha

Tenho fé
O passado é nostalgia
Prefiro sonhar
Meu hoje não tem alegria

Mas o futuro não me importa
A vida torta se entortou com o tempo
Minha alma sente falta e não falta
Um dia sem que eu não chore em sofrimento


Sinto falta e nem sei do que
O anoitecer era melhor
A magia da noite me encantava
Queria ficar, mas o sono dominava

O tempo passa
Minha magoa é tipo açoite
Eu hoje vou dormir
E amanha já será meia noite

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