quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Anjo moleque



Por favor, me ajuda
Quanto isso te transporta
Ao ouvir um inocente menino
Falando isso em sua porta

Mas você ignora, não vê
Olha, não aprova, reprova
Pensa que é só mais um
Marginal, mal comum

Mas e se ele só precisar de uma chance
Uma esperança pra mudar, evoluir
E você tem isso nas mãos,
E com palavras, é capaz de destruir

Vai lá mano, atende, entende
É só um minutinho
Ele precisa de comida
Mas também precisa de carinho

O que você comeu hoje mano
Ta com o corpo forte, alma limpa?
Pense, naquele menino que garimpa
A lixeira, pra ter o que comer



Ta frio aqui, imagina La fora
Você pode correr, se cobrir
Mas e as crianças sem esperança
Pra onde ela deve seguir

Ei, psil, acorda mano
Vai resolver o mundo, tente
Você pode mudar nem que seja mínimo
Vai mano, seja mais um homem decente


Tem um anjo, pedindo um pão
E você o reprende,
Pois enquanto ele fala
Você não ouve a televisão

Agora ele se foi mano
Mas quem sabe amanhã vai voltar
Quem sabe seja com uma arma
Ou uma bíblia, pra te evangelizar

Meu viver, meu...


Se meu peito doer
É porque ainda te quero
E se meu sorriso morrer
É que ainda te espero

E se meu coração não te amar
Eu prometo que ainda há carinho
Mas é que eu sou mais maduro
E viver no escuro, melhor sozinho

Não é amor, ou não foi, será
É que viver a esperar é meio assim
Você vive por você
Mas e quem vai viver por mim

Não há menos amor, nem mais
Jamais, entenda como quiser
Eu amo, mas não me engano
Meu amor é tipo sorriso de mulher

Verdadeiro, profundo de verdade
Que geralmente só complica
Geralmente implica, não facilita
Mas invade, sorrisos de saudade

Nem, nem mais, nem, nem menos
É igual, mas se há magoa, é perdida
Vivo por meu sorriso, e é preciso
A mulher que estou, é a mulher da minha vida

Menos amor ao passado
Muito amor ao presente
Se entende, presente, agora, ou um ganho
Meu presente, realmente, um sonho

Eu, pessoalmente vivo agora
Já me prendi em passado e não passou
Hoje vivo pelo que acredito
Vivo por quem me ama, não por quem me amou

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Minha maldição



Me sinto com um poder nas mãos
Me sinto como se fosse um privilégio
É meio que um poder sem saber
De quem quer entreter, banir o tédio

Quando era novo, criança, menino
Não entendia o que trazia alegria
Meio nostalgia
De um louco sonho de peregrino

Eu não pretendia ganhar o mundo
Na verdade nada me despertava ambição
Eram só umas modas de viola, bela hora
E uma saudade de outrora no coração

E eu não pretendia ser ninguém
E nem pretendo hoje em dia
Se escrevo é porque assim eu falo
E se me calo, vivo só e sem alegria

E se for pensar bem, não é dom algum
E se for ver bem, não devia me alegrar
Pois escrevo o que sinto, não minto
E cada poema é meu bem estar

Mal estar, doido é meu peito
Mas se a dor que aflora
Não perdoa não tem hora
É a mesma, que influi no poema perfeito

E a viola que chorava
Repicando naquela velha canção
Sinto meus poemas como tudo
Pro meu mundo, poema é dom, ou maldição

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Nao Precisava...



Não preciso me importar
Não preciso morrer
Não preciso chorar
Não preciso sofrer

Mas me importo
Morro,
Choro,
Sofro

Mas eu não preciso correr
Me afastar, escapar
Eu não preciso
Abandonar

Mas corro sem rumo
Me afasto em fuga
Deus vai me perdoar
Por um dia abandonar

Não precisava te amar
Mas amei
Não precisava te adorar
E mesmo assim te adorei

Hoje não amo
Adorar é passado pra mim
E alguém pergunta, a que preço
Esse apreço chegou ao fim

Eu respondo, não acaba
Morre como flor sem água e sol
Mas ainda a vestígios desse amor
Rios de lagrimas, empadas no lençol

Sim, chorei
Sim, esqueci
Sim, repense,
Não, não morri!

Pense em mim...



Bem sacado, o amor
Pense comigo,
É um sentimento que pega geral
O policial, homem, mulher, o bandido

Você pode jamais ter sido amado
Nunca ter sentido Nada parecido
E você do nada vai sentir o peito bater
E há quem vai dizer, é obra do cupido

O bandido mata, destrói lares
Queima vidas como quem queima cigarro
Não tem medo de nada, não teme ninguém
Mas se perguntar, um grande amor ele tem

E você que me lê agora, sim você
Ta pensando em que, pode dizer
Em um amor que passou, não chegou
Ou um amor, que hoje pode acontecer

Bem sacado, o amor, não é
Pois não tem religião, crença, credo
É maior que a saudade, a felicidade
Está em qualquer situação, não nego

E eu penso em quem, em que
Vou dizer, penso, e como penso em ti
É que preferia não pensar, melhor me enganar
Pensei em você, pensei em mim, pensar e sonhar

Bem sacado, mas não é bem sensato
Eu amando quem não me ama,
Me amando quem não devia me amar
É bem sacado, mas esqueceram de ensinar

Bem sacado, bem bolado
Pois o amor é o sentimento verdadeiro
É como esse poema, mostro a cena
Você o lê, e pensa em mim, cabeça no travesseiro