Quando garoto pobre fica forte
A morte salienta sua dor sem fim
Quando o garoto rico fica pobre
A morte lance um sorrisinho pra mim
Sinto-me amigo dela, a morte
E quem sabe quanto tempo até ela chegar
Eu me sentia forte, com rumo com norte
Me sentia eterno, até a realidade chegar
E se ela não for minha amiga
E se amizade da morte seja como algumas que tenho
Que se importam com o que visto, e resisto
Minha amizade, não me acha digna de muito empenho
Mas e se eu mesmo sabendo das suas intenções
Quiser cultivar tal amizade, se viver não seja verdade
E se eu quiser morrer, mesmo que por um momento
Nem que seja em sentimento, ou de saudade
É, quem sabe eu queira partir
Não me prendo em mais nada aqui
E quem sabe eu queira mesmo partir
A vida é linda, sou eu que não sei sorrir
Mas se a vontade de partir é demais
Mas algo me segura e a vontade sai
É meio que uma desconhecida
Mas renova a vida, pois diz que deixar não vai
Então não vou agora,
Minha amiga, vai ter que esperar
Minha partida foi
adiada
Porque alguém pediu pra eu ficar
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