Me sinto com um poder nas mãos
Me sinto como se fosse um privilégio
É meio que um poder sem saber
De quem quer entreter, banir o tédio
Quando era novo, criança, menino
Não entendia o que trazia alegria
Meio nostalgia
De um louco sonho de peregrino
Eu não pretendia ganhar o mundo
Na verdade nada me despertava ambição
Eram só umas modas de viola, bela hora
E uma saudade de outrora no coração
E eu não pretendia ser ninguém
E nem pretendo hoje em dia
Se escrevo é porque assim eu falo
E se me calo, vivo só e sem alegria
E se for pensar bem, não é dom algum
E se for ver bem, não devia me alegrar
Pois escrevo o que sinto, não minto
E cada poema é meu bem estar
Mal estar, doido é meu peito
Mas se a dor que aflora
Não perdoa não tem hora
É a mesma, que influi no poema perfeito
E a viola que chorava
Repicando naquela velha canção
Sinto meus poemas como tudo
Pro meu mundo, poema é dom, ou maldição
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