sábado, 25 de setembro de 2010

Capitulo II

 “Não posso afirmar se era desse mundo, impossível saber se incrível ser existia realmente, como um vulto que passeava pelas sombras, ele nos atacava a todo instante, não ouvi tiro algum, mas esse silêncio era aterrorizante, no silencio da noite ele matava a todos, é assim que deve agir a morte, eficaz e silenciosa”.


A casa do coronel Vieira ficava num dos muitos bairros da região nobre do Rio de Janeiro, uma grande casa, mas que, nas palavras de Vieira, não tinha nenhuma graça sem a presença da menina Fabiana.

Urso aloja-se num dos quartos da casa, naquela mesma noite sai com Vieira até a base principal das operações da agencia que o coronel comandava, agencia da qual urso fez parte um dia, e lá, numa sala repleta de armas, Urso escolhe suas armas...

Uma sala ampla, todas as paredes cobertas por armas, das mais variadas possíveis, de pronto, Urso apanha uma pistola 9 mm, com um silenciador embutido, dois pentes a mais, dando assim uma capacidade maior a arma, ele pega também um revolver calibre 38, daquele a forma antiga, com tambor, como dizia Urso, essas armas antigas são uma segurança a mais, porque dificilmente falham.
Depois de alguma procura ele encontra um rifle ultimo modelo, não saberei informar o calibre, mas o importante é que tal rifle era munido de uma mira telescópica, que possibilitaria a Urso, dar um tiro de longa distancia sem ter a menor chance de erro, já que possivelmente, a vida da jovem depende-se da exatidão dos tiros do Urso.
O traje que tanto Urso havia usado nas suas missões estava lá guardado, com todo carinho que se guarda as roupas de um filho.
Ele põe a roupa na mala, e sorri ao ver sua velha cinta, verifica se lá estavam as adagas, lá estavam, a muito esquecidas, mas logo voltariam a beber o sangue inimigo, e salvar seu fiel amigo Urso.
Naquela hora Coronel Vieira chama a atenção do amigo para um computador que ele observava atentamente, ele fica alguns minutos de olho ao mapa que ilustrava a tela, alguns pontos em vermelho chamavam sua atenção em especial.

- De quando são essas informações?
- Fizemos um rastreamento no mesmo dia que ela foi seqüestrada, a segunda foi pela mensagem que me foi enviada.
- Mais ou menos 3 dias, não é muito tempo, acho que estão para entrar em contato conosco, vamos a sua casa, preciso ou estar perto quando eles ligarem, ou ao menos que essa conversa seja gravada.
- Já providenciei isso urso, será feito.
- E você colocou mais alguns homens na rua tentando descobrir algo?
- Não, tive medo de cometerem algum erro, e nesses casos não há espaços para erro.
- concordo, esperarei eles ligarem, provavelmente essa mensagem tenha sido mandada de algum telefone roubado, isso dificulta...
- Rastreei a mensagem Urso, foi mandada pela Internet...
- maldita tecnologia, todos tem acesso, e ela fica ai, pronta pra ser usada pelos bandidos.
- vamos a minha casa, precisa descansar urso...
- o farei Vieira, assim que esse caso for resolvido.

Vieira sorri ao ver a convicção do seu velho amigo.


A noite já havia caído a muito, urso estava como sempre, ligado, sentado na sala ao lado do telefone, com ele o amigo Vieira, sem falarem, apenas olhavam ao vazio, a espera é angustiante.
Urso se levanta, vai dar uma volta pela casa, num dos corredores ele começa a olhar as fotos, em todas, a pequena Juliana, a mesma menina que ele via sempre que visitava a casa, não era mais uma menina, nas fotos mais recentes, Urso pode ver ali uma bela mulher com cabelos longos e negros, assim como seus olhos, de um negro que assustava. Urso fica ali olhando o rosto da bela jovem, imaginando o medo que ela estava passando naquele momento, e sentia nojo de sua própria raça, enojava-se com homens capazes de maltratar e ate mesmo matar mulheres inocentes, isso era a ele um combustível, urso mataria para salvar, mataria.
Urso estava vidrado a foto quando seu subconsciente algo o desperta do transe ao mesmo tempo em que ao fundo ele ouve o vibrar de um telefone tocando.
Mais que rápido ele volta sala, Vieira coloca no viva-voz e fala:

- Alo...
- Vieira?
- sim, sou eu, quem é você?
- não importa quem sou, mas o que eu desejo que importa...
- quero minha filha, quero falar com ela...
- depois, no momento vamos aos negócios...
- o que quer?
- diga o senhor, coronel do exercito Brasileiro...
- armas...
- sei que sua agencia fará a segurança daquele crente famoso que vira ao Brasil final do mês.
- como sabe?
- Pouco importa isso...
- Então o que quer?
- vamos matar aquele homem, e você facilitara isso.
- está louco homem, se aquele religioso morrer, será uma catástrofe ao Brasil.
- é essa a idéia – diz o homem ao mesmo tempo em que ri alto – é a vida dele pela da sua FILHA, ou ela ou ele, você escolhe Senhor Coronel...
- Está bem, o que eu faço?
- no momento creio que nada, quando saberá o itinerário dele no país?
- depois de amanhã...
- Perfeito, volto a ligar.
- deixe-me falar com minha filha, nem sei se ela esta viva...

Fica um silencio cortante, segundos depois se ouve uma voz de mulher no outro lado da linha:

- Papai. Tire-me daqui, não agüento mais pai... Não deixe que me matem...

Antes mesmo que o coronel pudesse falar algo a comunicação é interrompida, Vieira desaba a chorar sendo amparado pelos braços do amigo.
Urso então pega a gravação feita, leva consigo ao seu quarto, passaria a noite estudando, tentando descobrir algo, ao mesmo tempo peritos estudam a linha telefônica.

Depois de ouvir inúmeras vezes a gravação se atenta ao fundo, barulhos de carros, mas o que mais chama a atenção é o barulho do mar, ondas que batiam ao fundo dando a impressão da casa estar próximo a praia. Anotando isso ele começa a ouvir e passar tudo novamente, e fica naquele exercício a noite toda, não tendo outras descobertas.
Quando o sol começa a nascer ele já está de pé, tomando um pouco de café ele sai logo em seguida, ouviria os sons da cidade a fim de abrir a mente.

Coronel Vieira também havia passado a noite em claro, na sala de sua casa ele olhando o vazio mal ouve o som do celular que toca algumas vezes antes dele atender.

O urso em o Anti cristo

 CAP.   I


Não vi de onde surgiu, foi como se tivesse surgido da terra, do mais profundo inferno, como pode um homem daquele tamanho ser tão rápido, mata com tanta facilidade, em meio minuto quatro amigos haviam morrido vitimas de suas balas,vi seus crânios esfacelados ao mesmo tempo que em seus olhos o terror era obvio, eu corri, só senti o baque, uma faca havia sido cravada em minhas costas, me fingi de morto, era a única coisa a se fazer, fugir era impossível, tive a impressão que ele não era real, nunca senti tanto medo em minha vida, não pude ver seu rosto, mas deve ser a face da morte, ele é a morte”


De fato Leandro era a face da morte, era a morte em pessoa, ao menos para seus inimigos. Mas a muito Leandro tinha desistido da vida de guerreiro, certas desilusões haviam feito ele tomar a atitude de desistir de guerrear, de matar ou morrer pelos ideais de uma pátria que ele aos poucos passou a desprezar.

O homem do helicóptero, coronel Vieira, o único contato entre as forças armadas e o urso, Vieira era na verdade o único homem que Leandro respeitava, a palavra do coronel era uma lei para ele.
O coronel após abraçar o velho amigo, lhe sorri dizendo:

- Que bom te encontrar meu guri. Satisfação...
- Digo o mesmo Vieira, quanto tempo não nos vemos...
- mais de 5 anos Urso...
- Nada de urso amigo, ele não existe mais, me chame pelo meu nome, Leandro...
- O urso nunca morreu Leandro, ele vive em você.
- Porque diz isso?
- Porque te conheço.
- Não o bastante coronel, já disse, o Urso não existe mais.
- E ele não ressuscitaria para ajudar um amigo?
- Ele morreu Vieira, arrume outro para resolver seus problemas, quantos soldados você tem para trabalhar em seus casos?
- Uma centena.
- Então porque não os chama?
- Porque nenhum é tão capaz como você Leandro.
- Mesmo assim a resposta é não...

E o Urso sem se despedir do velho amigo da às costas indo embora.
O coronel com a voz tremula grita:

- Minha filha foi seqüestrada Urso. Minha Fabiana está nas mãos de traficantes...

Urso estanca no lugar e fica paralisado, de repente volta ao amigo, abraça-o e fala:

- Vamos a minha casa, temos que iniciar os preparativos para agir.

Vieira aos prantos olha ao amigo e enxugando as lagrimas sorri. Ele sabe, o Urso voltou.

Já na casa de Leandro, os dois amigos conversam, e Vieira conta todo o ocorrido ao amigo que pergunta:

- E eles Já entraram em contato com você?
- Só uma mensagem de celular, dizendo que estavam mesmo com minha filha e que dependeria de mim e de minhas atitudes a vida dela.
- Pois bem, vamos a sua casa, faremos lá nossa base, a principio, já sei que você mandou rastrear a mensagem, esperaremos a resposta, enquanto isso, me preparo, estou sem armamentos adequados aqui.
- Peço apenas uma coisa, salve minha Fabiana Urso...
- Encare minha ação como feita meu irmão...

...



terça-feira, 7 de setembro de 2010

O urso em o Anti cristo

Resolvi escrever mais um livro da minha serie o Urso, mas dessa vez será aqui peelo blog, espero que gostem:



Introdução

A noite estava escura, as nuvens a muito cobriam a lua, uma chuva forte desabava deixando o mar agitado.
A praia estava deserta, decerto, nenhum ser vivo ousava sair de seu esconderijo e enfrentar a fúria da natureza.
Porem ao longe se observa um vulto que caminha pela praia, braços cruzados, com certeza para tentar amenizar o frio que envolvia seu corpo.
Nesse instante uma luz ilumina a noite, o holofote de um helicóptero ilumina o vulto que aos poucos ganha forma.
Formas artísticas deveras, um corpo esculpido pela vida, traços fortes, rosto como que talhado em pedra. Olhar sombrio, olhos negros como a noite, mas o que mais chamava a atenção era a altura do jovem, aparentava mais de dois metros de altura.
O helicóptero pousa com dificuldades na areia da praia, dele surge um homem que caminha até o jovem de olhos negros.
Parecia uma cena de algum filme qualquer, o mundo dormia naquela noite fria, ninguém sabia, mas o URSO estava de volta.
O urso, soldado treinado para as missões impossíveis, qualquer que fosse a missão que o governo brasileiro precisasse, não havia o que ele não encarasse, já havia feito inúmeros resgates por todo o mundo, guerras havia evitado.
O Urso, alias Leandro, era um jovem temperamental, já nos seus 25 anos, desde os 18 só tinha uma vida, a vida das guerras.
Alguns diziam que o Urso não tinha coração, que não era desse mundo, matava um homem como quem mata uma mosca, com o desprezo que se tem por qualquer animal peçonhento, não matava porem por diversão, só o fazia quando estava em missão e por um motivo justo. Leandro tinha exatamente dois metros e quinze de altura, tipo físico forte. Músculos levemente a amostra, braços bem torneados, um atleta.
Poderia matar qualquer ser vivo com as próprias mãos, fora treinado para isso, mas era com as armas que urso se sobressaía, tiros de longa distancia não errava um, qualquer que fosse a arma, sua rapidez também era um ponto forte, capaz de fazer a arma surgir em suas mãos em questão de segundos sem dar tempo de reação ao oponente, porem uma arma era sua favorita, as adagas que carregava presas a cinta, camuflada, e só aparecia em momentos de grande necessidade, como um raio que brota nas mãos, as adagas brotam nas mãos e como se por encanto, segundo seguinte estavam em seu alvo, tirando instantaneamente a vida junto com um rio de sangue.
Impiedoso, geralmente não deixava os oponentes vivos, veja o que disse um dos poucos que ficou com vida em cerca incursão do urso.

 
“Não vi de onde surgiu, foi como se tivesse surgido da terra, do mais profundo inferno, como pode um homem daquele tamanho ser tão rápido, mata com tanta facilidade, em meio minuto quatro amigos haviam morrido vitimas de suas balas,vi seus crânios esfacelados ao mesmo tempo que em seus olhos o terror era obvio, eu corri, só senti o baque, uma faca havia sido cravada em minhas costas, me fingi de morto, era a única coisa a se fazer, fugir era impossível, tive a impressão que ele não era real, nunca senti tanto medo em minha vida, não pude ver seu rosto, mas deve ser a face da morte, ele é a morte”

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

O dia de minha morte 4

Nem anjos nem santos eu vi
Não sei realmente se era verdade
Mas naquele dia e àquela hora
Eu estava distante, no dia que morri

Olhos abertos, lagrimas secas
O sorriso amarelo no rosto
Amargo era o canto
Fúnebre marcha de tristeza

Murmúrios de morte
Minha mãe cantava
Era a face da tristeza
Chorando minha sorte

Meu velho pai sorria com uns amigos
Sorriso de dor eu bem sei
Lagrimas em meu rosto caem
Ao ver sofrer o pai que tanto amei


Nem anjos, querubins ou arcanjos
O que me amparava era amor, nada mais
Amor pra suportar a dor da morte
Amor de meus pais

Meu cortejo foi chegando ao fim
A terra fria meu corpo cobria
As lagrimas soltas em dor
A morte me leva, deixa o amor


O dia da minha morte
Sorriso alegre lagrima fria
Senti me ver em vida
O que Será morto um dia

Morri e meu pai chorou
Morri e mamãe sofreu
A eles um belo consolo
Estou ao lado de Deus

Seu consolo, Anseios meus
Vivo sem medo da morte
Feliz em estar sempre
Ao lado de deus

Minha volta

Saudades eu senti
Das conversas
Do sorriso
Do dia a dia

Ah como dói sentir
Saudades de vocês
Sentir falta
Distancia de vocês

De dia era tudo festa
Algazarras de menino
Farra de amigos
Alegria passageira

Mas a noite que caia
Levava comigo a alegria
Tomava meu peito
Quão alegre foi o dia

A noite fria
Frio é meu coração
Que chorava calado
Ao ouvir bela canção

Canção que falava
De alegria, nada mais
Festa foi minha volta
A casa de meus pais

A ida é feliz, alegria e canção
Mas a alegria da volta é impagável
Viajar é muito bom,
Mas voltar não tem explicação

Obrigado papai
Agradeço minha mãe
Pois sempre ao voltar
Vocês estão aqui a me amar!