quinta-feira, 2 de setembro de 2010

O dia de minha morte 4

Nem anjos nem santos eu vi
Não sei realmente se era verdade
Mas naquele dia e àquela hora
Eu estava distante, no dia que morri

Olhos abertos, lagrimas secas
O sorriso amarelo no rosto
Amargo era o canto
Fúnebre marcha de tristeza

Murmúrios de morte
Minha mãe cantava
Era a face da tristeza
Chorando minha sorte

Meu velho pai sorria com uns amigos
Sorriso de dor eu bem sei
Lagrimas em meu rosto caem
Ao ver sofrer o pai que tanto amei


Nem anjos, querubins ou arcanjos
O que me amparava era amor, nada mais
Amor pra suportar a dor da morte
Amor de meus pais

Meu cortejo foi chegando ao fim
A terra fria meu corpo cobria
As lagrimas soltas em dor
A morte me leva, deixa o amor


O dia da minha morte
Sorriso alegre lagrima fria
Senti me ver em vida
O que Será morto um dia

Morri e meu pai chorou
Morri e mamãe sofreu
A eles um belo consolo
Estou ao lado de Deus

Seu consolo, Anseios meus
Vivo sem medo da morte
Feliz em estar sempre
Ao lado de deus

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