terça-feira, 8 de novembro de 2011

Auto(ajuda)


Posso chorar por algo triste
Mas sei que devo confiar
Que é nos momentos tristes
Que a Deus devemos exaltar

Você vai saber que Deus esta contigo
Quando não tremer mais diante do problema
Quando você acordar pela manhã e sorrir
E independente de tudo dizer, Vale a pena

Sabe, me envergonho por chorar de medo
Pois deveria entender que o amor está em mim
Onde Deus me da a certeza que no fim vencerei
A felicidade em Deus, nem sempre a que desejei

Então passei a ser feliz quando Deus eu conheci
É triste pensar que ser feliz depende de outra pessoa
Então passamos a vida buscando ser um tanto feliz
Mas sem Deus, qualquer felicidade é a toa

Então faz por ti irmão, pare de socorrer quem não faz
É simples, basta você pensar mais em você e acredito
Ao seu redor o mundo vai ser mais felicidade, confio
No seu coração é Deus quem faz, não há conflito

Não chore meu irmão, não vai valer a pena no fim
É o mundo que deve chorar ao te ver em queda
Pois dos homens que Deus colocou na terra, normal
Você é poeta, sentimentos em ti, tu és especial

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

vai viver


Por mais que eu sinta um vazio
E que em noites frias eu chore
Na passa uma noite sem que sorria
Que agradeça a deus, e chorando ore

Por mais que eu sinta que acabou
Eu não sinto que a verdade veio a tona
Então eu procuro uma musica pra ouvir
É que eu choro, no radio começa a tocar “dona”

Eis que a dona dos meus ideais ainda vive
Morte não separaria de mim o seu amor
É que ela ainda vive dentro do meu peito
Mas é morta quando me enche de dor

Então eu parei pra pensar em mim, pensei
Entendi que não há jeito de ser feliz por outra pessoa
Se amamos alguém que não nos ama, ou não nos amamos
Eu prefiro não viver, e é fácil compreender, amamos a toa

Então, aprendi que é por mim que devo fazer
Pense, que não há amor maior que o próprio amor
E não há dor maior que a própria dor
E não há um bom romance, se não há valor

Sinto por mim, sinto por você, por nos dois não sinto
Não que hoje eu sinta que não te ame menos, nem mais
É que aprendi que amar é por mim, ai sim vem pra mim
Quando aprendi a me amar, entendi, sigo em frente sem olhar pra trás

Vai viver seu sonho, o mundo ainda tem uma Historia pra você
Ainda há alguém que te espera ansiosamente a tanto tempo
Que vive os mesmos sonhos e anseios, e ainda sofre sem você
É sua cara, metade, minha cara, encontre sua cara, siga o vento

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

como se fosse um diario


To sem assunto, na verdade não alguém que agora me fascine com seu papo, alguém que me alegre por estar falando comigo, então, como que num conto de fadas em que eu tenho uma fuga da realidade, me apego nas palavras, e escrever, é como que uma desforra de uma alma que hoje ainda não tem sua alma, gêmea, quem sabe, mas que deve ter muitas almas para confortar, pois quando o poeta fala de amor, quando o poeta fala de dor, é como que muitas almas falassem, unidos, no amor, na dor.
Sabe mano, desabafar, escrevendo é o que tenho pra noite, então, dizem que todo poeta tem uma missão dada por Deus, e eu entendi que a minha é falar aos que ainda esperam pela tal felicidade, e ainda, provar que ela muitas vezes estão nas pequenas coisas que nem sempre damos a real atenção e o devido valor...
Então, vou confessar que já chorei, inúmeras vezes chorei, mesmo quando sorri ao mundo, dessa forma, bem poucos entendiam, perguntavam, e o tempo foi passando, as lagrimas secaram, os amorés passaram, os amigos, esses se mantiveram, então dou valor, amo intensamente e tento ser presente.
Mas ainda me sinto triste, choro a falta de alguém que me faça sentir-me especial, alguém que tenho no tempo ao meu lado, como algo único, digno de querer, e queira querer estar do meu lado, aquela pessoa que me entenda, que sorria, que ame, mas que seja e esteja ali, mesmo nas horas inóspitas, mesmos quando ninguém esteja, essa pessoa esteja, isso me faz falta, alguém assim hoje me faz falta...

terça-feira, 1 de novembro de 2011

O encontro marcado


O encontro marcado

Diz que tradição é algo que passa de pai pra filho e assim de geração a geração, até onde a mente alcança.
A tradição que me refiro agora é a de estar todo ano, na mesma hora e lugar, encontrar as pessoas que não e víamos há tempos, recordar e reviver o passado e também acender uma vela, dar flores ou o que sua religião lhe permite fazer, todo dia 2 de novembro, é isso que acontece, a família se reúne, os papos são postos em dia, alegria, é dia de finados.
Mas que estranho, dia de finados não seria dia de chorar, de relembrar os mortos e homenageá-los?
Então, queres forma mais agradável de ser lembrado do que com sorrisos e piadas, com historias que passamos juntos, das andanças, as maluquices, as tantas historias que o tempo tenta incessantemente apagar de nossos corações, mas que ao menos uma vez ao ano, isso cresce em nossas almas e nos sentimos ainda mais família, ainda mais ligados.
Aquela pessoa que há anos não víamos de imediato a perguntamos se ainda não havia morrido, em forma de protesto e piada devido a sua falta nos encontros, aquele que todo ano é presente, quando falta logo nos perguntamos qual motivo de sua ausência, o que lhe fez perder o encontro, o que lhe motiva a falhar com suas tradições.
Quantos abraços, quantos sorrisos, é lindo ver o campo santo inundado por sorrisos de famílias inteiras que se reúnem para homenagear seus mortos, para dedicar a eles o que mais amavam em vida, alegria e amor ao próximo, nada mais pode desejar em seu leito de morte do que ter sua família eternamente unida, mesmo que uma vez ao ano, mesmo que por uma tradição que nem mesmo nos lembramos onde começou, mesmo assim, uma vez que seja, somos unidos, somos amigos, somos uma família.
As tias falam da vida alheia, fulana casou, beltrana separou, não sei quem está doente, faz parte da tradição, é parte da família, os homens contam as mesmas piadas, todos os anos e as mesmas piadas, das quais dou risada incessantemente ano a ano, talvez como forma de me sentir parte dessa coisa louca e desvairada que chamamos de família.
Mais um ano que se passou, estamos todos aqui, unidos pela vida, laçados pela morte, esse ano ninguém faltou ao encontro marcado, ano que vem só Deus sabe, podemos mais nãos nos encontrar em vida, quem sabe, mas teremos eternamente esse encontro marcado.

é que em novembro sempre chove


La fora a chuva cai e molha a terra
O barulho nem me incomoda
Pois hoje não quero mais dormir
Quero viver, é tempo de existir

O frio fora de hora, deveria estar calor
É pra provar que quem Manda é Deus
É assim, em tudo nessa vida, ele é tempo
Tem todo seu tempo, é o dono do amor

Quanto mais a chuva cai, se vai, esvai
Mais eu sinto a melancolia do tempo frio
É que minha alma também chora, implora
E unindo-se a chuva, seguindo ao mesmo rio

Queria hoje ir ver o mar, tocar com pé descalço
Sorrir, correr feito o bom tempo de criança
Onde a alegria era poder estar ali, no mar, areia
E a preocupação,não tinha, vivíamos de esperança

Já corri na areia da praia em dia de chuva
E aprendi que sensação melhor é difícil
É como sentir a Deus, a cata gota da chuva que cai
É estar na terra, e sentir-se de mãos dadas ao Pai

Então hoje chove e eu chorando continuo
Sei la se chorar já não me faz bem, não sei
É que tenho que por pra fora, os amores,
Expelir de meu peito, sofrimentos, dores

Hoje ta de mais, nunca choveu tanto assim
Ou são as lagrimas que estão sobrando
Fato é que a cada rajada de chuva eu entendo
Ela não para, e eu continuo chorando

E a chuva não vai passar tão logo
Assim como a dor do amor passa não
Eis que procuro um abrigo, fico seco
Procurando um abrigo pro meu coração

Se é Deus quem manda, é dele todo tempo
Vou viver e esperar a hora que a chuva parar
Ai vou sair pra rua, vou sorrir e dizer sou feliz
Sai o sol, para meu caminho iluminar

O tempo é divino,
O amor é dádiva ao ser humano
A chuva é presente ao mundo
E eu, poeta vagabundo