terça-feira, 1 de novembro de 2011

é que em novembro sempre chove


La fora a chuva cai e molha a terra
O barulho nem me incomoda
Pois hoje não quero mais dormir
Quero viver, é tempo de existir

O frio fora de hora, deveria estar calor
É pra provar que quem Manda é Deus
É assim, em tudo nessa vida, ele é tempo
Tem todo seu tempo, é o dono do amor

Quanto mais a chuva cai, se vai, esvai
Mais eu sinto a melancolia do tempo frio
É que minha alma também chora, implora
E unindo-se a chuva, seguindo ao mesmo rio

Queria hoje ir ver o mar, tocar com pé descalço
Sorrir, correr feito o bom tempo de criança
Onde a alegria era poder estar ali, no mar, areia
E a preocupação,não tinha, vivíamos de esperança

Já corri na areia da praia em dia de chuva
E aprendi que sensação melhor é difícil
É como sentir a Deus, a cata gota da chuva que cai
É estar na terra, e sentir-se de mãos dadas ao Pai

Então hoje chove e eu chorando continuo
Sei la se chorar já não me faz bem, não sei
É que tenho que por pra fora, os amores,
Expelir de meu peito, sofrimentos, dores

Hoje ta de mais, nunca choveu tanto assim
Ou são as lagrimas que estão sobrando
Fato é que a cada rajada de chuva eu entendo
Ela não para, e eu continuo chorando

E a chuva não vai passar tão logo
Assim como a dor do amor passa não
Eis que procuro um abrigo, fico seco
Procurando um abrigo pro meu coração

Se é Deus quem manda, é dele todo tempo
Vou viver e esperar a hora que a chuva parar
Ai vou sair pra rua, vou sorrir e dizer sou feliz
Sai o sol, para meu caminho iluminar

O tempo é divino,
O amor é dádiva ao ser humano
A chuva é presente ao mundo
E eu, poeta vagabundo

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