segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Um conto de infância

A mãe que carregava o mundo

Quando tenho uma idéia, confesso que se, de imediato começar a escrever, flui como que por magica, sem ao menos dar descanso a mente.  Entretanto, essa historia eu presenciei a algum tempo, e só agora, meses depois, me pego a escreve-la, culpem-me se faltar então algum detalhe.
Era uma manhã de segunda feira, o sol brilhava aquela manhã com tamanha intensidade, animei-me, a tempos que vivia um projeto de exercícios e dieta, perder peso e ser saudável. E aquela manhã, não tão comum para mim, apanhei um mp3, coloquei um tênis e sai a rua, caminharia, meia hora, uma hora talvez, até dar o tempo de entrar no trabalho.
Andava eu por um caminho ainda próximo a minha casa, não bem um caminho, já que a tempos não tínhamos mais caminhos aqui, mas ruas, terra batida, mas uma rua. Eu andava despercebido, absorto na melodia que tilintava forte nos fones de ouvido, quando me dou conta que logo a minha frente, caminhava uma mãe e seu filho, ela trajando roupa simples,  cabelo emaranhado em um rapo de cavalo descompassado, e um chinelo de dedo rosa, envelhecido pelo tempo.  O menino, não mais do que 8 anos, talvez menos, devidamente uniformizado, o que me assegurava que estavam se dirigindo a escola.
O que no entanto me chamava a atenção naquela cena, era que apesar de a mãe aparentar fragilidade típica da idade avançada, e o menino cultivar a saúde e vigor de quem tem uma vida para sempre, ela trazia a tira colo a mochila do menino, que perambulava serelepe pela rua.
De primeira, meu pensamento fora, que folgado, enquanto ele passeia sossegado, a mãe se ferra carregando aquele peso todo.
E sem notar meu olhar, o menino continua sua saga pela rua, hora corria com um galho nas mãos, imitava o ronco de um motor de carro de corrida, o galho era o volante e ele um famoso piloto. Largara o “volante” ao mesmo tempo que inicia uma série de chutes em uma lata de refrigerante vazia, agora era um importante jogador em final de copa do mundo.
E assim ia, alheio aos problemas da vida, alheio as dores que marcaram e ainda marcariam o rosto de sua velha mãe, não sei se aquela era sua mãe, mas ele seguia, não conheci sua historia, não reconheci seus pensamentos e ainda assim me senti próximo a sua historia a sua vida e a seus pensamentos.
Caminhamos por mais algumas quadras até que nos separássemos enfim, rumos diferentes, eu  voltava aos meus pensamentos e musica, e eles, o menino na verdade, quem sabe o que seria agora, super herói,  bombeiro,  007, ou um ninja em missão secreta.

Mas para mim, só depois pude perceber o ato daquela mãe, amor incondicional, em sua limitação, sua fragilidade feminina e de uma idade avançada, carregava o peso para seu filho, pois ao carregar o peso, tirava dele o peso, e ele precisava apenas ser criança, sonhar, e sonhar..

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Urso e o Apc Zumbi - Parte 2



4
Quando o sol nascia naquele dia, algo havia mudado, talvez tudo tinha mudado, não se sabia ao certo.
Pedro era um jovem de classe media, boa família, amigos, uma vida comum e feliz, sonhador, mas que de nada entendia da vida, até então.
Pouco antes, era um dia comum, estando ele em mais uma semana comum, aula, provas, vida cotidiana que a muito não mudava, mas mudaria, para sempre.
Com as noticias na tv, como a grande maioria dos seres habitantes do planeta terra, pouco deram importância, era obvio que não passava de mais uma noticia como tantas outras, sem fundamento.
Estava Pedro em sua casa, quando resolve sair, como fazia todos os dias, a menos de um mês sem namorada, sua rotina era correr, andar, viver sem um rumo aparente.
Quando as aguas invadiram a cidade, o caos havia tomado conta, não estavam preparados, e em menos de meio minuto, um inferno desencadeou, ao mesmo tempo que se viam pessoas desesperadas, corpos e gritos.
Por mais que pareça um milagre, e que ele não acredite em milagres, ao mesmo tempo em que as aguas invadiam de forma devastadora toda a cidade, Pedro correra para uma montanha. Muitos já estavam lá, o conhecido “morro da cruz” passa a ser a única parte habitável, quem sabe, o ultimo suspiro de uma humanidade quase extinta.
Por algumas horas, não se sabe ao certo quanto, ele e mais alguns, ficam a espera, não sabendo o que realmente esperavam, era noite, estava tudo escuro, sem as luzes artificiais das cidades.
Ao amanhecer, surgindo com o sol, a visão de uma destruição sem procedentes, prédios se mantinham no lugar, mas como se um furacão tivesse devastado tudo, a cena não assusta tanto quanto o silencio, capaz de tirar dos trilhos o mais sensato dos homens.
Passado o medo, Pedro e os demais abandonam seu refugio e vão a cidade, ou o que restara dela, na verdade, eram pouco mais de 20 sobreviventes, entre homens, mulheres e crianças, o que faz com que tudo se torne ainda mais difícil.
Quando o sol se eleva no céu, o calor evidencia um cheiro terrível, não se pode descrever, no entanto, a cada passo, um ou outro sobrevivente vomita, e por isso, ao mesmo tempo em que se embrenham cidade adentro, eles escolhem um dos prédios próximos e se alojam, precisavam dormir, de um descanso, comer, por as ideias no lugar.

Não cai a ficha, Pedro na verdade não sentia nada, medo, pavor, nada. Não se dera conta do que realmente estava acontecendo, era um pequeno intervalo de tempo, uma noite e tudo havia mudado. Sorrindo para si mesmo, talvez para evitar uma lagrima que britava em seu olhar, ele se levanta e sem dizer nada, a ninguém, sai, mais uma vez, sem rumo.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Urso e o Apc Zumbi - Parte 1

Quando o soil brilha forte, as ondas do mar tocam a areia como um apaixonado amante toca o rosto de sua dama.
Um breve sorriso invade o rosto de um tão conhecido personagem, como que em um filme, Leandro olhava o mar naquela manhã fria, observava apenas, sentia saudade, quem sabe. Tinha em seu rosto, a marca de um tempo passado, passado, vivido, jamais esquecido, mas envolto em uma saudade mortal.
Aquele que era o jovem guerreiro tão capaz de acabar com guerras, levava a paz por onde passava, mesmo que para chegar a paz, o caminho fosse a guerra, estava beirando os 30 anos, tinha em si um medo, sempre fora sozinho, após a morte do seu mentor, pai e amigo, coronel vieira, passa então a viver tão somente do passado, que passava, e passando, passava a incomodar.
Mais de dois metros de altura, corpo levemente trabalhado, outrora por treinos e treinamentos, agora, pelo tempo, as dores e rancores, não sorria com facilidade, falava somente o básico, a quem olhava, um morto, vivo, sem vida, vivendo enfim...
Com armas brancas, era a morte em pessoa, não tinha piedade, matava para sobreviver, viva para matar, com armas de fogo, era o sinistro mensageiro que levava a morte quando preciso, erros não eram cometidos, não sentia medo, não se permitia sentir algo se não a guerra.
Agora solitário, esquecido pela guerra, esquecendo pelo que lutava, aos poucos, se enclausurava, em sua cidade natal, não falava, não sorria, não vivia.
Todas as noites, dorme, não sabe se acordaria mais uma vez.


1
Era um dos invernos mais cruéis de todos os tempos, sendo que jamais pensava-se inclusive em algo maior a se pensar.
Matinhos era uma cidade do litoral do Paraná, brasil, cidadezinha pacata, banhada pelo mar, com não muitos habitantes, não conhecida além do fato de ser uma cidade turística, tão somente três meses por ano, chegando a marca de 200 mil pessoas de passagem aqui.
Aquela tarde não era atípica até então, Leandro sorria pela primeira vez depois de anos, em uma pescaria abundante a beira mar, sozinho em seus pensamentos, mas não pensava em nada.
Do mar ouvia-se um barulho que acalmava a alma, ao mesmo tempo em que onda após onda tocavam o pé de Leandro, que por inúmeras vezes pulava onda ou outra num gesto de alegria em viver.
Leandro, inúmeras vezes havia salvo algumas vidas, era um guerreiro nato, treinado para ação, não sentia medo, não conhecia o medo e tão somente a guerra o satisfazia. A alguns anos no entanto não dava tiro algum, não guerreava, não tinha também amigo algum, falava vez ou outra com algum vendedor ou outro, e era só. Não tinha medo da morte, não tinha medo, não até entender o que é a solidão, o que é estar sozinho em um mundo que ele mesmo ajudou a salvar inúmeras vezes. Seu nome nada significaria aos inimigos, se é que ainda vivia algum ser humano que após enfrenta-lo, não acostumava deixar sobreviventes, e por isso, o premio oferecido pelo  Urso era o maior oferecido dentre todos, de todos os tempos.
O urso, era esse o nome do guerreiro mais eficaz que o governo brasileiro tivera a sua disposição e ainda, por muitas vezes, a segurança de paz, ação e reação, guerras eram evitadas quando Urso empreendia uma guerra particular contra os inimigos.
Naquele instante, o mar que a poucos tocava onda após onda os pés de Leandro, agora regressava rapidamente deixando atrás de si um lamaçal de areia e peixes se debatendo, Leandro então, mais que rapidamente embarca em seu carro e ruma para sua casa.
Pela rua, a calmaria que outrora se mostrava presente, dava lugar a um histerismo coletivo, um vento sul soprava frio, ao mesmo tempo que se ouvia vozes e buzinas ao longe.
Em sua casa Leandro liga a tv e em todos os canais uma só noticia, no mundo todo todos os mares apresentam comportamento estranho, em alguns lugares chegando a retroceder até 4 km, dando sinais de tsnumi eminente, no entanto, no mundo todo, seria o fim da humanidade como a conhecemos.
Leandro deita-se em uma rede na varanda de casa, e como quem está em seu estado mais tranquilo, dorme, sorrindo, dorme.















2
Entao ele acorda, não queria acordar, mas acordou e ao se levantar, olha para o horizonte e uma luz brilhava, era o sol que surgia como uma promessa de um novo dia.
Tenta ligar a tv, em vão, somente o estalo seco de um botão ressecado de um aparelho antigo, se da conta então que não há luz elétrica, está escuro, apesar do sol nascente, Leandro ainda anda pela casa, por algum tempo ainda sente-se sozinho, mas a sensação ainda maior o faz tremer, pela primeira vez algo o fazia sentir medo.
Tenta por alguns minutos ainda, chamar seu cão, Mefisto, em vão, nem sinal do animal, Leandro entra em seu carro, um jeep modelo antigo, e sai sem rumo, em busca de um rumo qualquer.

Pela estrada até a cidade, ele ve o sol nascendo, brilhando ainda mais. Quando adentra por uma rua secundaria, se da conta então da real situação, a cidade toda devastada, prédios totalmente destruídos, casas e carros envoltos por lama e umidade, silencio, não se ouvia um cão sequer, apenas o barulho irrigante de pardais acordando para o novo dia.
Surge então, jogando-se na frente do carro, uma menina, não mais de 20 anos, toda esfarrapada, parecendo um boneco, espantalho mal cuidado, Leandro freia bruscamente a tempo de evitar que a moça fosse atropelada.
Ele desce rapidamente, a tempo de ampara-la nos braços  e poder vê-la desmaiar com uma mascara de terror em sua face.
Leandro deita a menina no banco do jeep, ao mesmo tempo que observa seu rosto contrair, sinal de dor e medo, ela então de súbito desperta, agarra-se no pescoço de seu salvador e grita por socorro, ao mesmo instante em que seu rosto se transforma, seus olhos se esbugalham até que por fim a mulher cai novamente, sem vida, completamente desfigurada.
O Urso da um salto para longe do corpo, tenta por a cabeça no lugar, sorri ao mesmo tempo em que olha ao redor, sorri em sinal de nervosismo, não estava acostumado a sentir medo, nervosismo, mas agora tudo se envolvia em sua mente, ao contrario do que estava acostumado, não sabia o que se passava ao seu redor.
Colocando as idéias no lugar, ele observa o corpo sem vida, retira do carro com cuidado, se da conta então uma grande mordida no braço direito da menina, faltando carne, provavelmente ação de algum animal de grande porte.
Não importando-se para o que via, ele deixa ela de lado e começa a olhar ao redor, o sol já estava alto, e não havia viva alma, nem sinal dos habitantes locais, cães mortos, já tocados pelo sol forte, começavam a dar um ar intragável, ao mesmo tempo em que, conforme andava, alguns corpos humanos estirados em meio a lama e destroços de carros e casas.
Leandro então, solitário, medo brilhando em sua alma, abre os braços e grite como toda a força de seu corpo:
- alguém pode me ouvir, alguém vivo?
Em vão.
Adentra em uma casa, outra, não há sobreviventes, ele então caminha pela rua, sem prestar atenção, quando é atingido na cabeça, cai desacordado.

3
Quando recobra os sentidos, seus olhos pesadamente abrem, são obrigados a fechar rapidamente, a claridade  ofuscam a visão, apertando os olhos, até acostumar-se com a claridade, ele só então se da conta de que está amarrado em uma cama de ferro. Tenta soltar-se por algum tempo, em vão.
O que mexia com Leandro, na verdade, era o silencio que cortava, atingia o sistema nervoso de forma cruel, o jovem ainda por algum tempo se debate, mas chega a conclusão que o esforço era em vão.
Então a porta abre, um jovem, não mais de 18 anos adentra na sala, observando Leandro que agora não se debatia, o jovem olha por alguns instantes, até que Leandro fala:
- quem é você, o que quer comigo?
O jovem de cabelos loiros, pouco mais de 1,80 m de altura, olhos claros e um porte físico comum, após olhar por algum tempo para Leandro, sorri e diz:
- de onde vem?
- não entendo, o que você quer dizer ?
- você tem um carro, roupas limpas, por onde andou forasteiro?
- moro perto daqui, não entendo, o que houve?
- o mundo acabou irmão, não há seres humanos, não há vida, não há mais nada...
- mas...
- foi tudo tão rápido, e ...

Nisso a porta se rompe, uma dezena de homens, corpos destroçados, rostos desfigurados, avançam, o jovem então saca de uma arma e atira, os primeiros caem, mas são muitos,
Leandro começa a se debater aos primeiros tiros, a morte eminente o faz a se debater com toda sua força, um braço solta-se, rapidamente ele saca de uma adaga presa junto ao sinto, solta-se rapidamente e segundos depois já está em pé, matando mais uma vez.

Ao mesmo tempo em que limpa o rosto coberto por uma massa fétida e gosmenta, Leandro olha para o companheiro, seu olhar clama por resposta.

sábado, 20 de julho de 2013

Minha

Tê-la ao meu lado
Como jamais tinha imaginado
Vê-la sorrir como um anjo que amo
Deus é bom, e por isso não reclamo

E se esperei até agora
Era na fé que o melhor viria
E contigo sou o meu melhor
Seu amor, completou minha alegria

Pois era alegre, em partes
Sorria, mas esperava alguém assim
E do nada o nada vira tudo
E Deus mandou belo presente pra mim

Minha, só minha, amo e ponto final
Amar não há fim, pra mim jamais
É por ela que vivi, e entendi

Que nada deu certo lá atrás

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Minha alma (Presente)

Quando tudo havia terminado
Sonhos sonhados e desacreditados
Dores, amores que plantei fim
Um poema valeu a pena pra mim

Conquistamos uma relação
De quem ama estar perto
De quem ama sorrir por alguém
De uma ligação, que a alma vai alem

E do nada o nada vira tudo
E o que começa com risos nada mais
Vai se tornando algo sem nome
Deixando risos e sorrisos pra trás

Queria a rima mais intensa nesse momento
E meu pensamento é maior que o coração aguenta
Eis que por você eu escrevo novamente, peito sente
Que pra estar contigo, se não tem rima, meu peito inventa

Já falei em sumir, em desaparecer sem sinal
Mas que sina, destina um poema a amar como te amo
Pois se falei em sumir, devo admitir
Que se for, é obvio que vou chorando

É complicado ler poesias sem sentido
E quando faz sentido, choro é inevitável
Poesia nesse momento é alegria
E percebo, seu sorriso incontrolável

Não controla por não querer controlar
Sinto que o que sinto sente ai também
Mas é melhor acabar o poema, falei de mais

E se for capaz, contigo minha alma vai alem

domingo, 30 de junho de 2013

Anjos e morte!

Quando o sol surgia no mar
Voando como que evapora sentimento
Era uma manhã fria e sem alegria
E um choro era coro aquele momento

Mas quem dimensiona sentimentos
Quanto tempo temos para aprender amar
Eu já tive amores de uma semana, 7 dias
E aqueles de mil anos, poema em verso, poesia

Mas quem disse que amar é tempo
Não viveu um amor de tempo nenhum
Procuramos o momento certo para o sentimento
E a todo tempo, não vivemos amor algum

E aquele dia sorrisos impossíveis
Um conto que ninguém quer contar
A morte era a minha sorte
Quando penso, começo a chorar

E alguém que quase não me conhecia
Com uma lagrima obsevava meu corpo
Eu segurando alguma flor sem cor
Sorrindo, pra morte, enfim, absorto

Logo percebo ela em prantos,
Desespero de quem perde o rumo
Escuto ainda ela murmurando
Porque se foi, sem você eu sumo

Ninguém te entende ali
Não conhecem aquele anjo que chora
Dando um leve beijo em meu rosto
Chora de desgosto, abre os olhos e vai embora

Leva consigo um sorriso qualquer
De quem sabe que sorrir perdeu o sentido
É que já não teria mais poemas
A vida é pequena, e o poeta havia morrido

O anjo já não voa, sem motivos pra voar
Queria nesse momento estar sorrindo
Rindo, com o poeta se divertindo,
Mas hoje, anjo não voa, não é a toa, só sabe chorar


Pensando

Vou pensando em não querer
E querendo eu não quis querer alguém
É que querer não agrada somente a mim
E querer alguém, é algo complicado pra mim

Confio em anjos, mas eu não aprendi voar
Confiei em humanos, e me habituei a chorar
E se não sei voar para longe de tudo isso aqui
Aprendi a procurar anjos, que me façam sorrir

E hoje já chorei e sorri, que dia heim meu irmão
É por um poema que eu sei que vale a pena
Que eu me pego escrevendo, seu sorriso antevendo
Procurando nossa historia em uma canção

E se tudo vira musica
Canto pra mim, aquela, o suficiente
Prefiro errar por ter tentado
Do que ser fracassado novamente

Novamente estou aqui
Sem asas mas voando sem destino
Eis um poema que fala com anjos
Que fazem sorrir esse menino

Mas, assim como entendo que voar é sonho
Que anjos existem mas não posso ver
Você foi pra mim um sonho de verão
Quem entende essa canção, ela vai entender.

domingo, 23 de junho de 2013

Não fui Arrebatado



Quando ouvia alguém dizer, meu filho, vamos pra igreja, é chegada a hora, o tempo está acabando, eu bem que receava, mas na verdade, tinha medo, mas não o suficiente para tomar uma decisão.
Pois bem, antes de tudo, preciso me definir aqui, sempre fui ativo em relação a minha opinião e vontades, confesso que me achava dono do meu destino, capas de compreender o que era melhor pra mim, vivo, mas com o pensamento longe, que na verdade era um pensamento vago, próximo, o dia era dia de viver, o amanhã jamais tentei entender.
E me lembro bem das inúmeras vezes em que inesperadamente, alguém me parava na rua, ou para entregar um convite para um culto, para falar de Deus, mostrar o quanto Ele era perfeito, o que no entanto não me roubava a atenção, e por isso, apesar de não negar a Deus com palavras, negava-o, com atitudes.
Mas a verdade é que ninguém jamais acha que o dia de hoje é o ultimo dia, e eu tão pouco me sentia mortal ou me achava humano suficiente para que um dia fosse morrer, ou perder a minha alma.
Mas isso veio tão forte em mim, e tão rápido como um relâmpago, e realmente é assim que estava escrito, e eu, eu não tinha lido, meu tempo não foi tempo de me dedicar a Deus.
Era uma manhã de sol, sábado comum, mais um dos tantos e tantos, como todos, trabalhei a semana toda, acordando cedo, e esperava o sábado para dormir até mais tarde, ficar a toa, e só.
Me levantei embriagado por um sono que me consumia, fui pela casa, cheguei a cozinha, um copo de café era o que procurava, não me dei conta do silencia que dominava o ambiente, e após um largo gole de um café fria que me arrancou uma careta, murmurei alguma coisa, não havia café fresco.
Procurei pela casa, o relógio já marcava 11:30, por onde andavam meus familiares, em um dos quartos, uma bagunça, as roupas no chão, uma vassoura no canto, e nem sinal de pessoas por ali. Entrei em meu quarto, me vesti, e pouco depois fui a rua, olhei ainda meu cão latindo para o nada, como que em transe, não liguei, ignorei, sai.
Me dei conta então, que não era tudo como antes, alguns carros estavam abandonados nas ruas perto, alarmes ecoando a distancia, pessoas choravam, olhei um dos carros, batido em um poste, e dentro, apenas um terno no lugar do banco do motorista, ao lado, uma mulher aos prantos, chamando por um deus que não há atendia.
Perto dali, vi um clarão no céu, pouco a pouco, me aproximei, um estrondo, um avião havia caído ali perto, passageiros mortos, e o piloto havia desaparecido em pleno voo, eu não entendia, procurava rostos conhecidos, mas estava, era sozinho.
Quando você sente ser o deus da sua vida, fica em um vazio tremendo quando se da conta que depende apenas de você, e eu, dependente de mim, entendia passo a passo que não tinha respostas, e sentir-se sozinho, é angustiante.
Me lembrei então daquela igreja, minha mãe vivia falando, vamos filho, é a casa de Deus, e fui a procura, Deus havia me procurado tanto, por tanto tempo, e agora eu corria a sua procura, o pastor então, a porta da igreja nem se deu conta quando me aproximei, ajoelhado no meio da rua e com as mãos sobre a cabeça, clamava, falava alto, desesperado, porque eu não senhor? Onde eu errei, eu sim deveria ser arrebatado.
Então olhei pela porta, a igreja vazia, apenas roupas sobre os bancos, era sábado, poucas pessoas frequentavam a igreja naquele momento.
Arrebatamento, me lembrei então quando minha mãe falava, mas não podia ser, corri desesperadamente, em casa olhei suas roupas no chão, as do meu pai também, haviam sido arrebatados, eu então olhei sobre a cama a bíblia aberta:
"Digo-vos isto pela Palavra do Senhor:que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, não precederemos os que dormem(mortos). Pois o mesmo Senhor descerá do céu com grande brado, a voz de arcanjo, ao som da trombeta de Deus, e os que morreram em Cristo ressurgiram primeiro. Depois nós os que ficarmos vivos, seremos arrebatados(levados)juntamente com eles nas nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor."

Então olhei ao redor, sentei sobre a cama, não contive as lagrimas, desesperado me deitei, gritando, nisso sinto alguém, me segurando os braços, acordei, minha mãe sorria e me convidava, filho, vamos a igreja, rapidamente levantei, abracei-a e sem pensar duas vezes, aceitei, volte pra Jesus, antes que Jesus volte pra você!


quinta-feira, 2 de maio de 2013

Saudade..



Pra ela meu amor
Pra meu amor uma oração
Que Deus há de ouvir
Pois é feita com o coração

E se minha alma canta
Encanta quem deveria ouvir
É que sinto sua falta
E sem ti é foda existir

Sinto que amanhã não será
Pois sem ti o agora é distante
Eu queria poder ser mais que um “e se”
Ou aquele que não foi bom o bastante

Ode a ti, pois meu peito demanda
Em demasia a minha alma clama
O meu coração chora
E meu sentimento reclama

Onde está voce agora
Que não está lendo esse papel
Então eu canto esse encanto
Que se eleva ao céu

E Deus ao ouvir meu lamento
Providencia para que eu não chore mais
Então afasta do meu peito  a sua imagem
Mas percebo que esquecer não é vantagem

Sinto que seja assim
Um poema triste retratando a minha dor
Mas pelo menos rende um belo poema
Que os amantes se encante
Com o fim dessa historia de amor

sexta-feira, 29 de março de 2013

Um poema qualquer..



Dor maior que a saudade eu não conheci
Mas que minha alma ainda reclama, clama
Por um adeus que só aguentei por Deus
É que se foi, jurando que ainda me ama

Cansa, seguir em frente toda hora
Incomoda não ser mais o mundo de alguém
Cansa você se sentir e não se prevenir
Incomoda, mas ta na moda, sofrer calado, dizer amém

Ai a sua vida toma ares de uma trama de televisão
Contada de outro ângulo até parece um final feliz
Mas seria muito eu pensar em não parar
Se há final como pode ser feliz mano, me diz


É difícil entender que eu sou diferente
Que prefiro a luta eterna do que viver em paz
Que sou tipo super heróis, e a angustia me corrói
Se aqui não há mais lutas, eu vou a luta, corro atrás

Então entenda mano, que a vida é sua, viva ela
Mas perceba mano, a vida é minha, to vivão aqui
Então creia mano, que nem sempre é feliz aquele que sorri
É tipo eu, percebeu, me dou bem, mas acho que não sou daqui

Amigos tenho muitos, sinceros, na moral
Família, maravilha, que Deus me deu e não abro mão
Mas é que na falta que não falta nada eu tenho tudo
E mesmo assim, olhe pra mim, meu sorriso é mudo

segunda-feira, 18 de março de 2013

Aprendi

Hoje eu aprendi algo novo
Algo que minha alma anseia
Algo que me deu mil motivos
Que a tempos minha vida norteia

Tive medo na verdade
De que ao aprender, esquecia
É que aprendi e não  esqueci
Mil motivos, um apenas de alegria

Quase que meu peito para
De tão acelerado que está
Bate tanto como encanto
Manias, que me fazem chorar

Hoje eu aprendi algo novo
Que numa boa eu achei que sabia
Mas reaprendi o que não entendi
E hoje, é mais motivo de alegria

Aprendi que nem sempre é ruim
Ser esquecido ou abandonado
Na maioria vemos alegria em novas pessoas
E esquecemos quem caminha lado a lado

Aprendi que nem sempre chorar é ruim
Que cada lagrima tem um sentido
É como se fosse um alfabeto e lagrimas
E pra cada uma, eu senti ter aprendido

Aprendi que amor é comum no mundo
Todos amam algo ou alguém
Aprendi que pra ser feliz,
Não é só por amor, vai além

Aprendi a dizer adeus
E me acostumei, de verdade
Aprendi dizer adeus
E não me corroer pela saudade

Aprendi a sofrer calado
Quando na verdade queria chorar
Que mais vale um silencio ao choro
E que minha alma se cala, o mundo é que faz coro

Aprendi a sorrir, quando a alma chora
Aprendi a sorrir, quando não tenho vontade
E não consigo mais não sorrir, mentir
Mas meu peito, pode não rir na verdade

Mas acima de tudo mano
Aprendi a ser feliz seja como for
Minha vida é pra ser vivida
Seja sorrindo, ou com o peito cheio de dor

Aprendi
E hoje tento lhe ensinar
Aprenda tudo, mas não será nada
Se você não aprender a se amar


quinta-feira, 14 de março de 2013

complexo



Particularmente eu não percebi
Quando o tempo passou
Eu percebi meus cabelos brancos
Mas não percebi, que o tempo parou

E ai é me contrario, no tempo
Quando falo que passa,
Quando falo que para
É que essa alma de poeta que não se cala

Pois não há razão em sentimentos
E não há desejo na morte que viveu
É que não há amor em desamor
E não há sorriso em quem morreu

Eu particularmente, tenho mil motivos
Pra ser o oposto que agora sou meu mano
É que o mundo fez questão de pesar a balança
E não sou mais criança, não me engano

E alguém me perguntou se queria ser feliz?
Ou foi imposto que o homem deve assim ser
Na boa, o que é feliz, não sorri mais pra mim
É que ser feliz, é diferente, na minha mente, enfim

E alguém me perguntou se eu quero sorrir?
Na boa, vou sorrir quando tiver vontade
Pois tem dias que eu não quero sorrir, rir
Eu prefiro ficar só, em minha cumplicidade

E sou cúmplice dos meus pensamentos
Pois me encanto com o que me tornei
Eu queria ser feliz, porque alguém  me diz
Porem resolvi ser eu, como for, foi o que fiz

E eu tenho tantos motivos pra odiar
Pra amar, pra sorrir e pra chorar
Mas chega disso, não é compromisso
Queria ser eu, sem ninguém a me obrigar

E eu tenho tantas magoas guardadas
Que nem queria mais resolver, esquecer
Eu so preciso não reviver, e aprender
Que toda magoa é valida, e não te fará morrer

E eu tenho tantos motivos pra não sorrir mais
Mas quem disse que aprendi a aprender
E eu não aprendi a sorrir, me deprimir
Quem sabe, eu não aprendi a aprender

Eu tenho motivos, mas quem se importa
Eu não tinha, e mesmo assim não importei
É que meus motivos, são meus motivos,
E os seus, na boa, jamais me importei

E eu tenho tantos motivos,
Mas mudar me cobra muito empenho
Então eu vou sorrir mano,
E aprender a sorrir, por tudo que eu tenho