quinta-feira, 14 de março de 2013

complexo



Particularmente eu não percebi
Quando o tempo passou
Eu percebi meus cabelos brancos
Mas não percebi, que o tempo parou

E ai é me contrario, no tempo
Quando falo que passa,
Quando falo que para
É que essa alma de poeta que não se cala

Pois não há razão em sentimentos
E não há desejo na morte que viveu
É que não há amor em desamor
E não há sorriso em quem morreu

Eu particularmente, tenho mil motivos
Pra ser o oposto que agora sou meu mano
É que o mundo fez questão de pesar a balança
E não sou mais criança, não me engano

E alguém me perguntou se queria ser feliz?
Ou foi imposto que o homem deve assim ser
Na boa, o que é feliz, não sorri mais pra mim
É que ser feliz, é diferente, na minha mente, enfim

E alguém me perguntou se eu quero sorrir?
Na boa, vou sorrir quando tiver vontade
Pois tem dias que eu não quero sorrir, rir
Eu prefiro ficar só, em minha cumplicidade

E sou cúmplice dos meus pensamentos
Pois me encanto com o que me tornei
Eu queria ser feliz, porque alguém  me diz
Porem resolvi ser eu, como for, foi o que fiz

E eu tenho tantos motivos pra odiar
Pra amar, pra sorrir e pra chorar
Mas chega disso, não é compromisso
Queria ser eu, sem ninguém a me obrigar

E eu tenho tantas magoas guardadas
Que nem queria mais resolver, esquecer
Eu so preciso não reviver, e aprender
Que toda magoa é valida, e não te fará morrer

E eu tenho tantos motivos pra não sorrir mais
Mas quem disse que aprendi a aprender
E eu não aprendi a sorrir, me deprimir
Quem sabe, eu não aprendi a aprender

Eu tenho motivos, mas quem se importa
Eu não tinha, e mesmo assim não importei
É que meus motivos, são meus motivos,
E os seus, na boa, jamais me importei

E eu tenho tantos motivos,
Mas mudar me cobra muito empenho
Então eu vou sorrir mano,
E aprender a sorrir, por tudo que eu tenho

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