domingo, 27 de janeiro de 2013

Dia de morte ( já me perdi na numeração dos poemas dia de morte)



A melancolia de um dia frio
Parecia inverno, tempo moderno
A chuva cai, ao mesmo tempo que o sol sai
É mais um dia comum, do mês de abril

Quando a ultima gota de orvalho cai
De uma arvore morta num quintal qualquer
Ouve-se um choro ao longe rompendo o silencio
Complexo, é um longo choro de mulher

Procuramos por esse choro, e me aproximo
E o choro, vira um coro, lúgubre, infantil
São lagrimas, envoltas por um cântico fúnebre
E uma canção entoada por uma voz de homem, viril.

E de uma casa qualquer, ouvi alguém que fala
Ele não sente mais a dor que o matava por dentro
Foi como um descanso, vive agora o sono manso
Seu coração não bate mais, e o sorriso se iguala

Ah o poeta, quem disse que ele era eterno
Quem ocupava seus pensamentos, poeta moderno
Um encanto que aos poucos virou seu pranto
E ele que foi errado, meio certo, meio santo

E a musica agora é triste, ainda mais
Fala de adeus, de Deus, dos seus
E sinto uma dor imensa, poeta triste
Recebe o adeus dos pais

E um dia que não devemos lembrar
As lagrimas aqui são sinais de veracidade
O poema final ainda não foi escrito, admito
O poeta é morto, envolto na saudade.

Mas a saudade que não mata
Atormenta quem não sabe lidar
E a morte é meio lenta
Atormenta quem não sabe sonhar

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