domingo, 18 de setembro de 2011

vi na morte a vida





Eu que sorri a vida toda
Não me vejo chorando
Sou mais do que poesia
Sou canção, cantando

Me vejo nesse dia,
Calado, observando
Os amigos choram
Minha mão, soluçando

Meu velho, canta
A minha musica
Tonico e Tinoco
Minha vida de caboclo

Um amigo também canta
Aquele rap de vitoria
Alguém clama a Deus
E outro diz oh gloria

Dias como esse são comuns
Dias em que sofrer é solução
Dias de sorrisos falsos, e dor
Dia de sofrer o coração

Quantas vezes já morri
Em meus poemas, não sei
Mas em todos, que morri
Em todos, escrevi e chorei

Cada um que lê minha morte
Faz sofrer a poesia escrita
Dizem que é errado falar de morte
Mas sei que você nem acredita

Então, me vi falecido
Me vi totalmente sem vida
Mas minha mãe nem chorou
Sabia, o filho se salvou

Encontrei a gloria, uma flor
Encontrei a Jesus, uma luz
Encontrei salvação, cantei
Em vida, em vida te amei

Morto, poema que fala
Vivo, poema que chora
Sorrisos, canções em despedida
Sorria, é esse o sentido da vida

Morrer não me da medo
Viver que tem me assustado
Morrer é apenas um recomeço
Viver, é só pra quem está preparado

Você tem medo que eu morra
Eu sofro com medo de viver
Somos donos dos nossos medos
Dois que temem apenas sofrer

Faz sua vida uma vitoria
Que morrer não dará medo
Que a morte será normal
Se você lutou, contra o mau

Então, eu tive medo de escrever
De morte e ninguém querer ler
De que todos achem que é apeno
Poema é triste, escrevê-lo

Eu, morri a cada dia, amando
Eu, que fiz caixão, uma flor
Que sepultei em meu peito
O sentimento vivo, amor

Morri e nem choravam
Eu via meu enterro,
Eu, vi meu cortejo
Mamãe, deu-me um beijo

Agora é tarde, quem amou, amou
O tempo passado, não volta mais
O poeta jaz sem vida, em gloria
Segue a luz, e não olha pra traz

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