segunda-feira, 26 de setembro de 2011

eu


Devo confessar que é difícil
Me manter alheio as dores
Ao medo de sorrir por nada
Ao mundo, medo, aos amores

Logo que a saudade passa
Sinto um vazio que me sangra
É a falta de um real motivo
A alegria, o porque eu vivo

Não que viva por alguém,
Nem por mim eu vivo hoje em dia
Sorrio e deixo a vida me levar
E sei que são raros momentos de alegria

Eis que entendo o motivo do pranto
Lógico que haveria de me abater agora
Pois foi mais de uma vida de sonhos jogada fora
Então o costumeiro sorriso acaba, e o poeta chora

Então o ato continuo, pensar em ti e sorrir
Já não é mais automático, pense, pensei
Sorrio, mas hoje por coisas que a vida me oferece
E se cai uma lagrima é de alegria, elevada numa prece

Caramba, a vida é tão complicada não é mesmo, não
A vida é deliciar-se com o sol, com um banho de mar
É sorrir ao mundo que não te deseja mais amor
É acordar todos os dias de chuva, com vontade de sonhar


Viver não é o bastante pra quem não tem sonhos
Viver não é suficiente pra quem não sabe amar
Vida é um ato de complexidade indisponível cancioneiro
Pois amor não restringe etnias, português, chinês, brasileiro

Então, escrever de amor é atirar a esmo
Falar do que so imagino estar passando
É sorrir ao poeta sem a certeza da poesia,
É dizer eu ti amo, sem a certeza de estar amando

Dizem que falar do demônio é um convite a ele entrar
Discordo, se falamos do bicho, é porque não temos medo
Sonhos são janelas das almas brilhantes que voam
Confiar em Deus custe o que custar, esse é o segredo

Sua fé em Deus não pode ser questionada
Se o dinheiro chega ao fim, o amor acabou
Se voce parar pra questionar Deus, esta errado
Já que nos é que devemos, ele sempre nos amou

Então, alheio ao mundo eu sigo, evidente
Que o amor é igual seja onde for
Poemas serão sempre poemas
Os que falam de morte, e os que falam de amor

Eu amei, já não sei se amo realmente
Já sonhei, e meus sonhos continuam iguais
Uma casa, um cachorro deitado a porta,
Comida na mesa, ser feliz, nada mais


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