segunda-feira, 26 de setembro de 2011

ah, a rua é nóis



Já paro pra perceber que me atacando
Tudo que consegue é meu desprezo
Pois por ti nada tenho, a ti nada sou
Pois és menos, que o homem que atacou

Para pra ver irmão, o meu caminho eu que fiz
Não to dizendo que fui desbravador, caminheiro
Mas é que antes de mim não houve ninguém disposto
E eu cheguei pra provar, por isso uns me chamam de guerreiro

Tem mais de 50 menino que se inspira em mim, to  sabendo
Que a cada ensinamento meu algum sonho nasce ali
A cada bola que cai na cesta é uma historia a mais irmão
Que a cada dia que passa é mais fácil vê os menino sorri

Minha trajetória é feita dos baixos que a vida teima em ter
Meu caminho em declive total, faz um tempo que não muda
Antes eu pedia reza, banho de sete ervas, tinha protetores
Fui crente mais descrente, vi minha esperança em um galho de arruda

Então, aprendi o poder da oração, sei que vão falar ainda mais
Sei que falador tem tempo pra achar motivo pra atacar que trabalha
Que vive uma vida pra ferrar a minha vida, sabe o que fazer
Mas é promessa, ta escrito, Deus demora, tem seu tempo, mas não falha

Ao me atacar, entenda, virei referencia pra uma pá de criança irmão
Se eu cai, vai cai um monte de moleque junto comigo, na moral
Pensa no seu ato, to na minha, fazendo meu melhor
Não busco ser herói, não quero ser poderoso, imortal

Ataca, vai, tu sabe o que faz, o homem é senhor dos seus atos
Sorria pra quem aprova esse seu estilo de ter alegria,
Faz a festa, chama os amigos, que eles comem e não lavam os pratos
Depois vão embora, se vai fica sozinho, eles lavam as mãos, feito Poncio Pilatos

E tem quem fale de rua, diz que a rua são eles, fala é fácil irmão
Se a rua é vocês, então quero mais não, a rua ta mudada
Pois no meu tempo a rua era lugar de bolinha de gude, fogueira
Pelo que to vendo a parada mudo irmão, a rua é moradia da playboyzada

Quero vê tu falando de quebrada, da sua sacada é fácil atacar né
Quero ver ce falando de dignidade, respeito, quanto a comida ta na mesa
Então, eu que já lutei pra poder ter o almoço, escolhi, preferia mais do que a janta
Já senti fome, já me fez dormir mais cedo pra esconder, mas a fome volta quando levanta


Ta me atacando e não da dando valor ao que sou hoje em dia
Ta tentando tira meu moral na rua, mas os irmão sabem dar valor
Sei que tu vive em busca de ter o mesmo respeito que eu conquistei
Pode ser que consiga, mas eu tenho mais, na rua, eu tenho amor

O que tu ganha me atacando, na verdade nem entendo
É como um animal que briga pela comida do dia
Era so vir me procurar e não dar uma de menino
Ta querendo ser eu, chega ai amigo, que eu te ensino

Nunca troquei tiro, mas já vi amigo passando fome
Nunca roubei banco, mas já vi amigo sem morada
Nunca desisti do meu sonho, nunca desista do seu
Como diz o emicida, “seis qué memo se mais rua que eu?”

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