A sociedade hoje segue seu rumo a caminho do caos, onde nos resta apenas pensar o quanto ainda sobreviveremos alheios a o medo e o terror que assolo, desola e intimida, sejamos, jovens, velhos, homens, mulheres, etnia e religião variada, não há diferença, somos todos bandidos.
Então, você deve estar dizendo, “não, eu não sou bandido”, e você me vê aqui afirmando, somos hoje todos bandidos, e com que certeza pode-se afirmar isso?
No pé em que as coisas andam, a violência toma conta de todos os caminhos em que trilhamos, na verdade não nos encontramos em segurança nem em nossas casas, trabalhos ou onde quer que estejamos, nada hoje nos da real segurança, então vemos o total crescimento das religiões, então o homem, ao se ver encurralado, finalmente compreende que, só Deus para nos dar enfim, segurança.
Pense, você sai de casa, com medo, sim, ao pormos o pé na rua, e ao olharmos pro lado, todos os rostos nos tornam ameaçadores, e todos os passos nos assustam, não confiamos, desconfiamos, a tal modo que nos bate desespero a cada um que se aproxima, perguntar as horas, informações ou qualquer coisa simples, simples outrora, já que hoje, desconfiamos, o menino que batalha sol a sol, no semáforo pedindo esmola, vendendo bala, fazendo malabarismo, pra nos, sempre é um bandido em potencial, o motoqueiro, sempre rápido e em busca de espaço, normalmente levando ou trazendo alguma encomenda, sempre pensamos que vai nos assaltar, nos apontar uma arma e nos tirar tudo o que com muito esforço conquistamos, então, todos, todos os desconhecidos que nos aproximam, aos nossos olhos, são bandidos, sim, são bandidos.
Ao mesmo tempo, todos nos olham com olhares de desconfiança, sempre há olhos voltados a nos com medo, seja onde estivermos, está no dono do mercado que nos proíbe de adentrar no estabelecimento portando malas ou bolsas, está no senhor que te encontra no ponto do ônibus e mais que pronto aperta forte nas mãos a carteira de dinheiro, está naquela senhorinha que ti olha de cara feia, tentando esconder a bolsa com medo evidente que seja roubada.
Então, os nossos olhos, por culpa do medo, por culpa da desconfiança, todos, sim todos são aos nossos olhos são bandidos, potenciais bandidos que nos perseguem, nos ameaçam, e tira nossa paz, ao mesmo tempo em que, a esses mesmos bandidos em potencial, somos nos, a ameaça, o medo, ao mesmo tempo que o dono do mercado nos proíbe de circular com bolsas, nos somos roubados pelos preços abusivos, ao mesmo tempo que a senhorinha tenta esconder a bolsa, talvez pensamos que aquela pode ser mais uma ameaça, então, saímos as ruas, e o medo nos faz pensar, hoje, hoje somos todos bandidos.
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