segunda-feira, 15 de agosto de 2011

vou caminhar,


Meu corpo dói como jamais doeu
Entendo que a dor é a face mortal
Que faz o sonho se esvair pelo sorriso
E entendemos que a vida, morte natural

Então, você que se denomina sofredor
Entende que sua dor justifica a do seu irmão
Faz com que ninguém mais seja feliz, sua intenção
Sofre e faz sofrer, se tornando, colecionador de ilusão

Então, fui a rua e quis mostrar os meus pensamentos
Na verdade eu quis impor o que poderia dar ao mundo
Cansado de esperar as respostas de bandeja
Quis escrever, reviravolta, deixar de ser vagabundo

Fui pra cima, na verdade, não quis nem saber suas vontades
Queria impor as minhas idéias, esqueci da sua liberdade
Quis impor meus pensamentos, esqueci da sua alma
Quis dizer o que pensar, mais um louco pela cidade

Não mais de fuzil na mão, hoje o bandido usa a palavra
Largaram as armas, depuseram o medo e o ódio
Se municiam de conhecimento e tecnologia
Matam, fazem morte, do que foi conhecimento um dia

E o que é você diante disso tudo irmão
Pode se envolver, pega a caneta, faz canção
Pega tinta, pinta a cara, faz revolução
Ou se ajoelha, vai amigo, faz uma oração


Vou caminhas, de revolver na mão, cantando
Pedindo ordem, paz ao mundo que nos abriga
Ou vamos nos unir, pedir pelos filhos seus
Todos unidos, orando e pedindo a Deus

E ai sim, seremos a mudança, quando mudarmos
Então, assim quando, a mudança que deseja
Vir de ti, como uma forma de mudar o mundo
Você será a mudança, sorria, não mais vagabundo

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