quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Eu, passarinho!


Fui pássaro livre que voava
De galho em galho sem parada
A cada amanhecer meu sorriso
Se estava feliz eu cantava

Logo meu sorriso teve uma dona
Que me dominou sem armamento
Ela sorria pra mim e me dominava
Mesmo distante, em pensamento

E o cantor da liberdade mudou
Por amor, mudou e não cantava
A liberdade deixou se ser inspiração
Só cantava pra ela, dona do coração

Mas a liberdade que eu abandonei
Ela sentia falta e lhe fazia mal
Foi embora, bateu azas e voou
Pássaro ferido, triste sentimental

Então o que era sonho a dois
Sozinho no galho mais alto eu cantando
Subi no mais alto galho pra cantar
Pois ninguém devia me ver chorando

Dizem que o homem quando chora
Tem no peito uma grande paixão
Pois o pássaro que canta e chora
É porque tem uma grande decepção

Então, angustiado e sem rumo algum
Foi se aventurar e virou prisioneiro
Numa gaiola queriam ver ele cantar
Mas não cantava, sem amor verdadeiro

Pobre pássaro cantor sem melodia
Era livre e virou prisioneiro de um amor
Que levou tudo, seu sorriso, sua liberdade
Que foi embora e levou sua alegria

Nenhum comentário:

Postar um comentário