segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Medo!



Não é que tenho medo?
Medo que me consome
É um medo que invade
E tem coração, tem nome

Eu tenho medo de esquecer
De que com o tempo possa morrer
E se o que sinto aqui comigo
Venha como fumaça, desaparecer

Tenho medo de que o tempo passe
E com ele leve tudo que me da alegria
E sua vida seja mais uma vida, vivida
Cheia de  historias, mas no fim vazia

Medo
Medo
Medo
Medo


Não vazia de amores, flores
Vazia de sorrisos, conversas
Tenho medo de me sentir só
Penso, e sinto, minha garganta dar um nó

Me vejo no fim da vida,
A morte já levou aqueles que amei
E eu sou mais um lobo solitário
Triste itinerário, o que eu caminhei

É esse meu medo, ser o ultimo
E essa angustia pela morte consumir
Todos que conheço estarem em paz
E eu sem saber a hora de partir

E é esse meu medo, confesso que até choro
Mas minha alma é forte e consciente
E trago pulsando em minha mente
Mas seja o que Deus quiser, eu apenas oro

Medo
Medo
Medo
Medo

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