sexta-feira, 16 de dezembro de 2011



Minha morte eu já pensei
Minha vida eu já desprezei
Minha sina é sorrir sozinho
Nem pedras, nada no caminho

E na minha morte fui sorrir
No cortejo eu era o batedor
Vi minha família sentindo minha falta
E vi em seus olhos tamanha dor

E no dia de minha morte eu te vi
E no dia de minha morte te encontrei
Nas manhãs em que a chuva não cair
É porque meu peito não pode sorrir

Onde o cortejo passava, vi amigos em prontidão
Eram olhares de breve adeus, e lagrimas sem fim
Via nos olhares das pessoas um adeus sentimental
Alguns choravam e aquilo me fazia mal

E da morte fui companheiro, senti vontade
E da vida fui triste adeus, senti saudade
Mesmo quando desejei a morte, sorria
Pois para o poeta triste, morte é alegria






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