Pois então eu parei de sorrir e nem tinha razão
Então passei a ser triste e não entendi onde fui
Eis que cada lagrima que me cai do olhar
É um adeus que não dei, é um abraço sem recepção
E entendi que nem todo mundo que sorria me amava
E nem todo mundo que fechava o rosto me odiava
Vivi um meio termo que jamais havia imaginado
Quando entendi que podia ser feliz e por isso ter chorado
Ao mundo eu entendo como mais um poeta sem espaço
Ao mundo eu me entendo, como um poeta sem amor
Quando digo que o mundo nem é mais mundo
É porque sou mudo, sem lamurias da minha dor
Dentro do meu peito há um coração de luto sem morte
Em meu sorriso há alegria que não condiz a minha sorte
Em meu olhar não é companheiro o sorriso de quem amei
Sempre tive medo de amar e sofrer, por isso nunca amei
E o amar é ato continuo que não pode ser solitário
Assim como não há guerra sem encontrar um inimigo
Não há amor sem se encontrar um alguém especial
E não há sorriso, sem a lembrança de um amigo
Eu que já gostei tanto da mariazinha, como na canção
Eu que já roubei beijo por ser doido de desejo por sua boca
Hoje me calo, pois não sou mais menino em busca de aventura
Mas que deseja uma parceira, para viver a vida louca
E o poeta já não quer mais escrever, não sofre menos nem mais
Sente tanta saudade que não olha mais suas fotos
Mas é forte e não se arrepende de ter partido de sua vida
Logo, é definitivo, não se pode mais olhar para trás.
Amo menos, sofro parecido
Amo mais, sofro da mesma forma
Amor é loucura que não se escreve
O amor verdadeiro não tem forma!
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