quarta-feira, 21 de novembro de 2012

A rua


Vejo vários fazendo sinal de vida loca

Falando gírias e chamando os mano de mano

Tipo umas amostras grátis de irmão do gueto

Meninos de prédio, que não sabe o que sai da boca

 

 

Vejo vários falando que são rua,

Vejo muitos falando que são o gueto

Mas não vejo muitos aqui nas ruas de casa

Escrevendo sua historia em branco e preto

 

 

Mas os meninos confundem e se acham homens

Prevalecidos por uma arma imaginaria

Acham os revolucionários do Brasil

Mas não sabe nem o que é reforma agrária

 

Mas eu não falo nada, o boné viro marca de boy

O boot é de marca que dizem ser de vagabundo

Problema é que não vivem aqui a realidade

Mas estão denegrindo o meu mundo

 

Mas eu vou seguindo, levando comigo

Aquilo que Deus me deu

Queria dizer uma frase marcante,

Diz emicida, “meu ceis ainda quer ser mais rua que eu?’

 

E querem, mas não são

E desejam, não podem, querem morrer

A rua é o que você é

E não o que eles querem ser

Nenhum comentário:

Postar um comentário