Vejo vários fazendo sinal de vida loca
Falando gírias e chamando os mano de mano
Tipo umas amostras grátis de irmão do gueto
Meninos de prédio, que não sabe o que sai da boca
Vejo vários falando que são rua,
Vejo muitos falando que são o gueto
Mas não vejo muitos aqui nas ruas de casa
Escrevendo sua historia em branco e preto
Mas os meninos confundem e se acham homens
Prevalecidos por uma arma imaginaria
Acham os revolucionários do Brasil
Mas não sabe nem o que é reforma agrária
Mas eu não falo nada, o boné viro marca de boy
O boot é de marca que dizem ser de vagabundo
Problema é que não vivem aqui a realidade
Mas estão denegrindo o meu mundo
Mas eu vou seguindo, levando comigo
Aquilo que Deus me deu
Queria dizer uma frase marcante,
Diz emicida, “meu ceis ainda quer ser mais rua que eu?’
E querem, mas não são
E desejam, não podem, querem morrer
A rua é o que você é
E não o que eles querem ser
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