quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Se perco



Hoje eu precisei sorrir
Mesmo com o gosto amargo
Que engasga a garganta
Tipo um poema, que não encanta

Um verso fúnebre que não fala de amar
Uma canção que diz adeus a um amor
Uma lagrima em um dia de chuva
Um sorriso que maquia uma dor

Quando li sobre o vale das sombras
Não visualizei como deveria
Pensei em um bosque sombrio
Onde só faltava alegria

Mas meu vale, tem sobras em minha alma
Uma canção que não acalma o verso escrito
Um entulho em um peito que vaga sem rumo
Tipo fumaça, do cigarro que nem fumo

E hoje tive medo, perder o que não tenho
Tipo alguém que domina  a alma alheia
Uma aranha que enreda em sua teia
Perder uma vida, tipo um senhor de engenho

Meio alheio ao mundo,
Vagabundo
Vivendo por alguém
Que nem me quer bem

Viva, o que a vida te ofereceu
Pois o amanha é vago, entendeu
Viva, o amanhã que alguém ofereceu
Ou já era, quando viu morreu

E meu medo acaba, quando acabar o amor
Então meu medo é eterno
Pois é eterno meu amor

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