Meu orgulho é ter ido ao chão
É ter sido alem da queda
É ter caído e me machucado
E estar aqui, e ter me levantado
Nada me fez sofrer tanto do que sentimentos
Nada me doeu mais do que minha dor de amar
Lembro de quando sofria pelo presente perdido
Lembro, chorava, quando um animal havia morrido
Lembro das noites que dormi com fome
Lembro das manhãs que sorria sem comer
Das tardes em que o café era pão com ovo
E eu nem entendia o que era o sofrer
Então chega a mocidade em com ela os deveres
Perco tudo que pensei ser o real e verdadeiro
Com a idade perdi a nostalgia do meu passado
E homem, eu vi que procurei o que estava do meu lado
Como num conto de fadas o para sempre enfim chega
E eterno, o terno, tornando, me torna solitário
Mais que um sorriso nos dias de festa eu sozinho
Me sentindo nada, uma carta fora do baralho
Se na minha vida, tudo que pedi foi felicidade
Tive momentos em que acreditei ter encontrado
Mas foram mais que ilusões de uma alma de poeta
Que amanhecia sozinho sem um amor do lado
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