sábado, 8 de dezembro de 2012

Sem treta



Mancada minha, falar que é mancada sua

Erro meu, achar que você erraria comigo

Bobo sou eu pensando que você não vem

Triste engano, pensar que não te amo, meu bem

 

Quando você fala, eu me calo por carinho

Querendo saber o que fala aquela que me encanta

Queria saber da sua vida, vivida, meio santa

Tipo quem conhece o prédio, desde a planta

 

Mas que diz que é fácil conhecer

Pois tantos já tentaram sem sucesso

Queria uma meia hora, nessa hora,

Pra eu poder mostrar pra que eu presto

 

Presto pra nada, pra tudo

Depende do que você tem esperado

Dependo dos anseios de ti menina

Depende do poema, do que da a rima

 

Engraçado, engraçadinho, você quem fala

Eu nem teimo, não me queimo, você quem manda

Quero só deixar claro, se me calo não é por medo

É por amar ouvir quem fala de ser triste antes de eu existir

 

Mancada, minha, sempre minha

Errei, mas acertei quando te prometi

Queria fazer mais um poema sem treta

Mas virou uma declaração pra ti

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