sábado, 21 de agosto de 2010

negro

Da morte fui companheiro de lida
Nas noites escuras e frias
Numa senzala escura eu fiquei
Aquilo era minha vida

Se me filho nascer, a dor é herança
De um pobre negro escravo
Que por um destino fatal
Fez nascer essa criança

Nas noites escuras, eu sentia solidão
Pensando em minha terra
Alem mar, terra de meus pais
África do meu coração

Nas noites frias, meu pensamento a rugir
Lagrimas eu sentia no rosto
Uma esperança negro
Você tem que fugir

Uma esperança, na mão do feitor
Um chicote de coro de boi
Bandeira da mágoa
Causa da minha dor

Minha fuga foi frustrada
Meu pensamento aprisionado
Nas garras da maldade,
Eu fui aprisionado

Minha morte é certa
Minha prece aos filhos meus
Com o coração em lagrimas
Meu derradeiro adeus!

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